quinta-feira, 13 de junho de 2013

BICICLETAS EM RODOVIAS-DIREITA OU ESQUERDA?

Recentemente fizemos uma análise das regras que o Código de Trânsito estabelece, não de forma específica, ao lado da pista que a bicicleta deva ocupar e num apertado resumo o Art. 29, inc IV e Art. 58, segundo os quais os veículos mais lentos e de maior porte devem ocupar a direita da pista, enquanto a direita aos de maior velocidade e ultrapassagens, bem como devem estar junto ao bordo, que nas vias de sentido único possuem dois bordos, da direita e esquerda.

Outra questão que merece ser considerada é que o Código de Trânsito não diferencia as regras aplicáveis ao trânsito rodoviário do não rodoviário. Numa via urbana, de sentido único com várias faixas de circulação, não há lógica de reservar a faixa da esquerda para ultrapassagens e maior velocidade, vez que os que desejem fazer conversão à esquerda estarão ocupando esta faixa e reduzindo a velocidade, o mesmo ocorrendo com os da direita. Sob tal aspecto as faixas centrais deveriam ser destinadas àqueles que desenvolvem maior velocidade, pois em princípio não teriam intenção de convergir nem à direita nem à esquerda. Já no trânsito rodoviário, mesmo com sentido único, é muito menor a possibilidade de convergir com transversais, e mesmo quando há, a regra geral estabelece a rodovia como preferencial em relação às demais. Consideremos também que as rodovias são tradicionalmente utilizadas para treinos de atletas com bicicletas de alta performance.

De posse dessas preliminares, imaginemos uma rodovia que não possua acostamento (destinado a ciclistas quando existente), com sentido duplo ou único. A faixa da direita é destinada a veículos mais lentos e de maior porte. Note-se que a conjunção aditiva exige que as duas qualidades estejam presentes. A bicicleta nesse caso seria a mais lenta mas não seria a de maior porte. O caminhão  seria o de maior porte, mas não seria o mais lento. As faixas da esquerda são destinadas aos de maior velocidade e para ultrapassagens, o que não necessariamente é representado pelos veículos de menor porte, e nem é preciso exemplificar com um passeio de veículos antigos (não em comboio) diante da potência e desempenho dos modernos caminhões. A bicicleta seria o veículo de menor porte e de menor velocidade, enquanto no plano...até atingir uma subida de serra, onde tanto um caminhão quanto uma bicicleta poderiam desenvolver velocidades muito próximas, mas no caso de uma descida de Serra a bicicleta desenvolveria uma velocidade muito superior.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

-COMISSÃO APROVA RECICLAGEM PARA PROFISSIONAIS DE AUTOESCOLA.



A Comissão de Viação e Transportes aprovou, na quarta-feira (5), o Projeto de Lei 2911/11, que obriga os profissionais das áreas de formação, aperfeiçoamento ou reciclagem de condutores, como diretores, instrutores e examinadores de autoescolas, a participar de curso de atualização em trânsito a cada cinco anos, no mínimo.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e delega ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a responsabilidade para estabelecer o conteúdo, a carga horária e a periodicidade do curso.

Atualização

Relator na comissão, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) recomendou a aprovação do texto, de autoria do deputado Luciano Castro (PR-RR). “Concordamos com o autor no sentido de que é preciso garantir que as atividades de treinamento e reciclagem dos condutores sejam ministradas por profissionais realmente capacitados e atualizados.”

“Afinal, tanto a tecnologia dos veículos quanto as normas estão em constante evolução, e é imperativo que o instrutor domine perfeitamente as mudanças, para que possa treinar adequadamente os futuros condutores e os que estiverem em processo de reciclagem”, completou.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

terça-feira, 11 de junho de 2013

-DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU CARRO.

Enquanto muitos motoristas têm o costume de tratar seus carros como um serviçal, o ideal seria pensar mais nele como um parceiro. Tratar o automóvel com carinho e atenção pode gerar muitos quilômetros extras e um consumo menor de combustível, melhorando o ar no meio ambiente e poupando alguns trocados ao motorista. No fim das contas, cuide bem do seu carro que ele cuidará bem de você. Para isso, conheça 10 dicas simples e úteis que devem prolongar a vida do seu carro e diminuir os custos de consumo e manutenção.

1) Óleo do motor

O óleo do motor refrigera, limpa e lubrifica o coração do automóvel. O ideal é checar o manual do carro pois cada veiculo possui uma especificação. Também é bom ficar de olho no adesivo colado no para-brisa que tem a próxima data onde deverá ser feita a troca, além de ficar atento ao mostrador do painel. Lembre-se de recorrer a uma autorizada para realizar a operação.

2) Pressão adequada aos pneus

Andar com as pressões no ponto certo dos pneus diminui significativamente o consumo de combustível e impede o superaquecimento, que gera desgaste precoce e riscos de acidentes. Para quem tem dúvida, a pressão adequada vem gravada no manual, na porta do carro e na lateral de cada pneu, variando conforme o modelo e o peso que o veículo carrega.

3) Manutenção de componentes do motor

Não trocar as velas, filtros de ar, de óleo e de combustível e até o carburador no período recomendado resulta num consumo até 25% maior além de desgaste excessivo. Estes componentes do carro trabalham em conjunto e sofrem com combustíveis de baixa qualidade. Em média, a troca das velas deve ser realizada a cada 20 mil quilômetros, o filtro de ar a cada 15 mil, o de combustível a cada 10 mil quilômetros e filtro de óleo deve ser trocado junto com o óleo do motor. O carburador pode durar até 80 mil quilômetros, em média.

4) Deixar de fazer alinhamento e balanceamento

Procedimentos que devem ser realizados a cada 10.000 quilômetros, ou após trocas de pneus ou outros componentes, assim como também em caso de batida nas rodas, longos trechos de trepidações e outras intempéries. O procedimento previne que desgaste irregular dos pneus ocorra, assim como aumenta a segurança dos passageiros. As rodas "cantando" a baixas velocidades ou direção imprecisa ou vibrando são fortes indícios de que está na hora de alinhar e balancear o automóvel.

5) Deixar de usar peças originais na reposição

O uso de peças genéricas na reposição ao invés de originais pode gerar problemas mecânicos e acidentes, além da possível perda de garantia. As peças legítimas passam por rigorosos testes de qualidade, enquanto às paralelas podem danificar o automóvel. Vale ressaltar que o mecânico que instalar, sem consentimento do proprietário do veículo, produtos de qualidade inferior, assim como piratas ou recondicionados, pode responder judicialmente em uma possível eventualidade.

6) Transitar com o giro do motor em níveis inadequados

Dirigir o veículo com o giro muito alto, ultrapassando a marca vermelha do conta-giros, ou muito baixo, como 40 km/h em quarta ou quinta marcha, pode causar desgaste prematuro e até possível quebra do motor e da transmissão. O recomendado é evitar tais situações, limitando a utiliza-las apenas eventualmente, como em ultrapassagens, no caso do giro alto.

7) Dirigir com o motor super aquecido

Quando o termômetro acusa superaquecimento, o ideal é parar em local seguro, abrir a tampa do capô, esperar o carro esfriar completamente e verificar o reservatório de água. Caso o volume estiver abaixo do nível recomendado pelo indicador no próprio reservatório, basta completar com água normal. Mas atenção: tal procedimento deve ser realizado com muito cuidado, pois o reservatório de água pode conter vapores em alta pressão e causar queimaduras graves. O ideal é conferir o nível semanalmente ou antes de viajar, evitando chegar a esse ponto crítico.

8) Manter o carro limpo

Manter o veículo limpo, por dentro e por fora, é mais do que uma questão estética. A limpeza do interior evita o acúmulo de substâncias nocivas à saúde, como ácaros e fungos, que podem causar crises de alergia. Caso o carro fique sujo do lado de fora, a pintura é comprometida e pode apresentar manchas, assim como outros componentes do exterior.

9) Manter o pé sobre a embreagem

Dirigir deixando o pé na embreagem é o suficiente para evitar o engate completo. O conjunto da embreagem funciona via fricção, manter o pé sobre o pedal esquerdo mantém o engate desacoplado. A embreagem sofre com esse atrito, levando ao desgaste prematuro e até quebra.

10) Mão sobre o câmbio durante a condução

Um erro comum e aparentemente inofensivo, manter a mão sobre a alavanca de câmbio não é uma boa idéia. Ela está diretamente conectada à caixa de marchas e a menor pressão é transmitida ao seletor. Com o tempo, a troca de marchas começa a apresentar barulhos, além de menor durabilidade. O uso deve ser restrito, assim como o pedal de embreagem, apenas às trocas de marchas.

Fonte: Ig.com.br

sexta-feira, 7 de junho de 2013

-CÂMARA APROVA REGULAMENTAÇÃO DE DESMANCHE DE VEÍCULOS.



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que regulamenta o funcionamento de empresas de desmanche de veículos. O texto segue agora para análise do Senado.

A proposta estabelece como desmontagem a atividade de desmonte ou destruição de veiculo, seguida da destinação de peças ou conjunto de peças usadas para reposição, sucata ou outra destinação final. Fica estabelecido que a atividade só poderá ser realizada por empresa registrada pelo órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal.

O registro terá validade de um ano e, a partir da primeira renovação, de cinco anos. É exigido que a empresa de desmontagem deverá emitir nota fiscal da entrada do veículo no ato do ingresso nas dependências da empresa.

O veículo só poderá ser desmontado depois de expedida certidão de baixa de registro.

O projeto fixa um prazo de dez dias para o veículo ser totalmente desmontado ou receber modificações que o deixem totalmente sem condições de voltar a circular. É exigido que a empresa comunique órgão executivo de trânsito a desmontagem ou inutilização do veículo.

Será criado um banco de dados nacional de informações de veículos desmontados e das atividades exercidas pelos empresários. Esse banco terá que identificar peças ou conjunto de peças usadas destinadas a reposição e as partes destinadas a sucata ou outra destinação.

Quem for flagrado exercendo ilegalmente a atividade pode receber multa de R$ 2.000 A R$ 8.000 dependendo do grau da infração.

Com informações da Agência Câmara

quinta-feira, 6 de junho de 2013

-EMBALAGEM DE BEBIDAS PODERÁ TER FOTO DE ACIDENTE DE TRÂNSITO.

Todas as embalagens de bebidas alcoólicas poderão ter fotografias de acidentes automobilísticos e mensagens de advertência sobre o risco do consumo de álcool associado à direção. A medida está prevista no Projeto de Lei 5050/13, do deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS).

Azambuja acredita que as mensagens devem diminuir o número de acidentes no trânsito.

— É dever do Poder Público zelar pela segurança da população e um dos meios de fazê-lo é a propaganda com conteúdo de advertência quanto aos males que a combinação álcool-volante ocasiona às famílias, à sociedade e aos cofres públicos. As empresas que exploram o ramo de bebidas alcoólicas têm responsabilidades sociais e, por isso, devem contribuir para a mitigação dos efeitos que os seus produtos ocasionam, como é o caso de acidentes automobilísticos.

De acordo com a proposta, as fotografias e mensagens deverão ser trocadas pelo menos a cada cinco meses.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL 6869/10 e será analisada por comissão especial e pelo Plenário, em regime de prioridade.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

-SOBRE A FAMA DE MAU DE ALGUNS EXAMINADORES DE TRÂNSITO.

Quem não conhece as famosas críticas ao comportamento e tratamento dado ao candidato na prova de direção por parte de muitos examinadores de trânsito? Tem até páginas na internet, daquelas que disseminam reclamações e denúncias virais de alunos queixando-se dos avaliadores. A cara amarrada e o que os candidatos chamam de grosseria lideram a lista.

Examinador que chega e nem diz bom dia, examinador que fala em tom seco demais, imperativo, ameaçador, avaliadores que fumam dentro do carro durante o exame e que atendem ou falam ao celular. Mas a cara séria e de poucos amigos ganha!

Nesses sites bem fáceis de se achar no Google os alunos reclamam que os examinadores gritam com as pessoas, potencializando o nervosismo e induzindo ao erro. Não raro, há alunos que os acusam de interromper o movimento dos pedais ou mesmo segurar ou puxar o volante durante a prova.

É claro que muitos candidatos que reprovam no teste prático do Detran também tem aquela mania nacional de ficar de dedo em riste procurando culpados para a reprovação e podem ter certeza que o primeiro deles a ser acusado vai ser o examinador, depois o instrutor e a autoescola inteira.

Por outro lado, não se espera outra coisa de um examinador de trânsito que ao perceber que o aluno vai avançar um cruzamento, uma via preferencial sem os devidos cuidados ou perder o controle do carro, a não ser que estanque de alguma forma o movimento do veículo.

Há quem tente explicar o suposto excesso de austeridade de alguns examinadores à função que muitos exercem como policiais civis e ao fato de não estarem lá para arreganhar os dentes a ninguém, mas sim para avaliar como o futuro motorista vai dirigir nas ruas e como agirá com relação à segurança para evitar acidentes.

Interagindo diariamente com candidatos em processo de habilitação, que acumulam ou não muitas reprovações em provas práticas, percebo que muitos alunos costumam reconhecer as próprias falhas, o próprio nervosismo, outros não. Mas, continuam mencionando as práticas não muito polidas de alguns avaliadores e assim, vai-se criando e alimentando a fama de mau desses profissionais.

As reprovações como objeto discursivo indicam que só o fato de estarem sendo avaliados já faz com que muitos temam por antecedência a figura de autoridade do examinador de trânsito. Afinal, na visão dos candidatos, sair dali com a carteira de motorista ou não depende daquele homem ou daquela mulher que os está avaliando.

É natural que os examinandos fiquem nervosos e reprovem, em grande parte, por conta disso. Mas o que não é normal e nem aceitável é que os examinadores de trânsito e os Detrans não saibam lidar com essa perspectiva dos alunos e não percebam o estrago emocional que uma cara amarrada pode fazer a qualquer pessoa.

Assim como há pessoas e examinadores de cara amarrada, também há pessoas e examinadores que podem deixar o candidato mais tranquilo só de repetir as palavrinhas mágicas: bom dia, boa tarde, por favor ou um simples “me mostre como você vai dirigir no trânsito.”

Essa já é uma forma de fazer com que o aluno saiba que a aprovação ou reprovação na prova prática vai depender do modo como ele mesmo dirige e que o avaliador não é nenhum carrasco como muitos candidatos pensam.

O artigo 27 da Resolução 168/2004 revela a preocupação com a conduta adequada e o tratamento respeitoso aos candidatos, tanto que em seu §1º considera infrações dos examinadores induzir o candidato a erro quanto às regras de circulação e conduta, faltar com o devido respeito e praticar atos de improbidade. As punições vão desde a advertência por escrito, suspensão das atividades por até 30 dias e até o cancelamento da designação.

Sendo o Detran o órgão máximo executivo de trânsito nos Estados e que também fiscaliza ou deveria fiscalizar a prática dos avaliadores, também é fato que por lá as autoridades conhecem muito bem essa “fama de mau” de muitos avaliadores. Mas a questão é: o que estão fazendo, recomendando ou mesmo investindo na formação dos examinadores de trânsito além de instalar câmeras de monitoramento de áudio e vídeo nos carros?

Será que os Detrans de cada estado estão se preocupando em averiguar ou, pelo menos, levar a sério essas queixas dos candidatos? Longe de estigmatizar toda uma categoria profissional, será que isso implica, de alguma forma, para as reprovações?

terça-feira, 4 de junho de 2013

POR QUE SE ABUSA TANTO DA VELOCIDADE?

Essa é uma pergunta que se vem fazendo não é de hoje e vem acompanhada de outra: o que fazer para que os motoristas corram menos no trânsito?

O que não faltam são estudos na área de Psicologia do Trânsito, grande parte associados à personalidade, que tentam explicar o comportamento dos pés de chumbo. Dentre as explicações clássicas, o prazer de acelerar para se autoafirmar, obter satisfação, prazer ou bem-estar em dominar a máquina.

Há ainda os estudos que mencionam a necessidade de compensação de sentimentos de inferioridade ao pisar pesado. Alguns, ao se julgarem melhores motoristas que os outros, em rompantes de grandeza, se julgam superiores e habilidosos a tal ponto em que praticam uma direção agressiva como forma de dizer: “olhem como eu sou bom”, “olha o que sei fazer com o carro”, “olha como eu controlo a máquina!”.

Só que não controlam os outros fatores que não dependem deles: não controlam o comportamento dos outros, não controlam a geometria das vias, o traçado das curvas, a inexperiência do outro, não controlam as falhas mecânicas e, no final, não controlam nem a si mesmos e acabam se envolvendo em acidente. Só que em acidentes em alta velocidade não se perde só os dentes, mas a vida. A própria vida e a dos outros!

Por conta de uma percepção individualista e egoísta de um espaço que é compartilhado (o trânsito), muitos motoristas colam na traseira do outro, buzinam, xingam, dão sinal de luz para pressionar o outro a andar mais rápido ou sair da frente.

É esse egoísmo que faz muitos motoristas odiarem alunos de autoescola que estão aprendendo a andar na velocidade da via; a terem raiva de quem deixa o carro morrer na saída de um cruzamento; a desrespeitarem os outros no trânsito como se fossem os únicos donos da rua. É por conta dessa visão individualista do trânsito que muitos motoristas se acham no direito de fazer as próprias leis e as próprias regras.

Simplificando a Teoria de Wilde, há os que arrotam experiência e habilidade dizendo que dirigem desde criança e que por isso, tem controle total sobre o carro. Autoconfiantes em excesso, passam a acreditar que nunca vão se envolver em acidentes, dando a si mesmos garantias e imunizações contra o risco. O que esses motoristas deveriam saber é que quando eles ainda estavam nas fraldas brincando com carrinho de brinquedo, aquele motorista com o dobro de anos de carteira e experiência que eles, também pensava e agia assim, até o dia em que matou, morreu ou feriu a si mesmo e a outras pessoas porque dirigia em alta velocidade.

Também há aqueles que estabelecem os próprios limites de velocidade por que acreditam que o maior risco da velocidade é não ter controle sobre o carro, e como eles acham que tem o controle total da situação mesmo com o ponteiro e o pedal no limite, não se sentem infratores nem expostos a riscos. Afinal, se há controle não há riscos!

E assim, quem abusa da velocidade vai fazendo as próprias leis, confia demais em si mesmo, na tecnologia dos carros, inventa os próprios discursos e tenta desqualificar as leis, os limites de velocidade, a fiscalização e os outros motoristas.

O que fazer para que os motoristas corram menos no trânsito? Engenharia, prevenção e fiscalização. E prevenção também se faz com campanhas educativas sérias que não excluam a população. Fala-se muito em educação para o trânsito nas escolas e isso é importante, mas não é tudo, é apenas uma das estratégias enquanto fora do muro das escolas quem continua pisando fundo são os adultos que aceleram demais.

Se correr demais no trânsito é um comportamento gerado por emoções, então que se use uma linguagem emocional à altura para dar estímulos que levem à mudança de comportamento. Exemplos disso são as campanhas da TAC Vitória, na Austrália, e Safety Road, no Reino Unido, que conseguem anualmente baixar os índices de acidentes em seus países.

Mas, aqui no Brasil, isso passa pela substituição das campanhas água com açúcar para se ter mais impacto, em orientar a mídia para não apelar tanto para a emoção da velocidade e se iniciar uma parceria com os psicólogos peritos do trânsito, que são os estudiosos do comportamento humano e podem orientar em campanhas educativas com a abordagem adequada.

Parafraseando como bem diz a jornalista e colunista, Mariana Czerwonka, os 3E´s: Engenharia, Esforço Legal e Educação. Se um destes pilares não estiver funcionando direito, a tendência é de que as coisas fiquem bem piores. E aí, vamos aliviar o pé?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

-ENTRA EM VIGOR RESOLUÇÃO QUE OBRIGA EMPLACAMENTO DE TRATORES.

Entrou em vigor a resolução do Conselho Nacional de Transito (Contran) que obriga o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas, de construção, de pavimentação ou guindastes no Sistema do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O proprietário que não cumprir as determinações da resolução estará sujeito a multa gravíssima, cujo valor atual é de R$ 191,54, tem anotado sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a apreensão do veículo.

Para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados, a medida prejudica o setor rural do País. "Essa norma é absurda. Deve ter sido feita por um burocrata urbano, sem levar em conta a questão rural", criticou o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), vice-presidente da FPA e autor de um projeto de lei que pretende equiparar as máquinas agrícolas aos carros bélicos, que não precisam de registro.

Alceu Moreira disse à Agência Brasil não acreditar que as autoridades de trânsito irão cobrar de imediato os registros dos tratores. Caso isso ocorra, alertou, haverá um grande impacto no setor produtivo. "Eles (os veículos agrícolas) terão que ter os mesmos registros dos veículos de passeio. Isso é um absurdo porque os tratores não precisam disso", acrescentou Moreira.

De acordo com as resoluções 429 e 434 do Contran, os veículos agrícolas novos, fabricado a partir de janeiro deste ano, terão que passar por um pré-cadastro feito pelo fabricante, montadora ou importador. Antes da comercialização, o fabricante, montadora ou importador também terá que, previamente, informar ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) sobre as características dos veículos. Para os tratores já comercializados, não será necessário o cadastro prévio, mas caso haja a necessidade de transitar em vias públicas, eles terão que ser emplacados.

O emplacamento não será obrigatório. A placa, contudo, será exigida dos tratores que circularem em vias públicas. Por conta disso, a resolução do Contran prevê que o Renavam deverá ser ajustado para não exigir o lançamento da placa no ato do registro. Caso seja emplacado, os proprietários dos veículos terão que arcar com o pagamento da taxa de licenciamento anual. Pela resolução, os tratores que precisarem de emplacamento terão que afixar a placa apenas na parte traseira.

Agência Brasil

sexta-feira, 31 de maio de 2013

-VELAS ESTRAGADAS AUMENTA CONSUMO DE COMBUSTÍVEL.



Vela estragada provoca falhas, sim. Isso é conhecido. O que poucos motoristas sabem é que elas podem estar com defeitos sem que seja notado no rendimento, mas o seu bolso certamente já acusou. Isso ocorre porque as panes no funcionamento das velas afetam diretamente o consumo de combustível.

Maior parte dos carros que circulam no Brasil possuem quatro velas, uma para cada pistão. A função delas é introduzir a energia de ignição na câmara de combustão e, através da faísca elétrica gerada entre os eletrodos, iniciar a queima da mistura ar/combustível. Se ela está em um estágio crítico, o motorista percebe falhas no funcionamento no motor, dificuldade para dar o arranque e, às vezes, excesso de fumaça pelo escapamento. Mas uma das velas pode estar com problema e o motor seguir com funcionamento aparente do mesmo jeito, explica Renato Romio, chefe do Laboratório de Motores do Instituto Mauá de Tecnologia.

“O primeiro sintoma costuma ser o aumento do consumo de combustível. Muitas vezes o motor segue com mesmo funcionamento, mas o processo de combustão não é o mesmo. Somente depois, caso não seja feita a troca, aparecem as falhas”, observa Romio.

E basta uma das quatro velas estar defeituosa para aumentar os gastos na hora de abastecer. Por isso, não é preciso esperar falhas para trocar as velas. É preciso seguir a recomendação da montadora para a substituição das peças. A quilometragem de troca varia muito de carro para carro, de motor para motor. Pode variar de 15 mil até 100 mil quilômetros. “Se a montadora manda trocar com determinada quilometragem, é preciso trocar. Não se deve esperar algum problema”, destaca Romio.

As velas podem também estragar antes do prazo de troca caso haja algum problema no sistema de ignição ou injeção do carro. Quando houver a necessidade, é fundamental substituir todo o conjunto.

Na hora de trocar as velas, porém, é recomendado olhar se os outros componentes do sistema de ignição estão em perfeitas condições, como a injeção eletrônica, por exemplo.

Fonte: Terra.com.br

quinta-feira, 30 de maio de 2013

-ASSUMIR PONTOS DE MULTA NA CNH É CRIME.

Assumir pontos de multa de trânsito na carteira de habilitação, livrando o verdadeiro infrator, é crime de falsidade ideológica previsto no artigo 299 do Código Penal. Mesmo com a possibilidade de reclusão de um a cinco anos, além de multa, muitos motoristas seguem incorrendo na irregularidade.

“Em casos assim, a pessoa está alterando a verdade sobre os fatos juridicamente relevantes. É possível comprovar esta falsidade, mas cria-se um complicador. Se o órgão tirar a obliteração – efeito usado para ocultar o rosto do motorista – da foto e verificar que o condutor era uma mulher, por exemplo, mas na multa fora indicado um homem, ele pode alegar a falsidade”, explica Vanderlei Santos da Silva Jr., advogado, especialista em direito administrativo de trânsito.

E acrescenta que “para que sejam aplicadas as penalidades, é preciso saber se a pessoa agiu de má fé ou se não mediu as consequências de sua atitude. Uma coisa são pessoas que vendem e compram pontos, outra são pessoas que fazem, mas não medem consequências”.

Porte

A funcionária pública aposentada Maria , de 79 anos, recebeu a notificação de que sua carteira de habilitação estava suspensa por ter alcançado os 20 pontos, somados por infrações variadas. Mesmo nunca tendo cometido qualquer infração ao volante, frequentou as aulas do curso de reciclagem para motoristas infratores porque não apresentou, no prazo de 15 dias (conforme artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro, parágrafo 7), os infratores que conduziam veículos que estão em seu nome e que desrespeitaram a legislação de trânsito. Com isso, assumiu as multas do filho e do neto, atingindo a pontuação máxima.

“Infelizmente eles cometeram as infrações, eu não os apresentei como condutores no órgão de fiscalização e acabei tendo a minha carteira suspensa”, relata a aposentada. Casos como o de dona Maria são comuns nos cursos de reciclagem oferecidos por instituições credenciadas e também nos Detrans para os motoristas que atingem os 20 pontos na somatória das infrações, como previsto no artigo 268 do CTB.

Rozana Terezinha Gura, diretora de uma instituições que oferece o curso de reciclagem conta que grande parte dos alunos dos cursos de reciclagem está ali por multas que não cometeram. “De cada 100 motoristas que frequentam o curso de reciclagem do Detran, 90 estão ali porque assumiram como suas as infrações de trânsito cometidas por outros condutores”.

As causas são variáveis: em famílias maiores, os condutores costumam dividir os pontos entre si, pais assumem os pontos dos filhos (de maneira involuntária) porque na maioria dos casos os veículos são financiados e estão no nome dos pais e até mesmo o inverso – filhos que perdem suas carteiras porque emprestaram o carro para os pais e cometeram infrações. “São pessoas que assumem as infrações mais por displicência do que por má fé.”, explica Rozana.

Ela acrescenta que não é uma questão de proteger filhos ou pais. “Acredito que, simplesmente, os motoristas não apresentam ao órgão oficial quem estava dirigindo o carro quando a infração foi cometida porque não se atentam para o prazo”, conclui Rozana.

Fonte: Jornal Agora

quarta-feira, 29 de maio de 2013

-MAIORIA DOS CICLISTAS ACIDENTADOS USA BICICLETA COMO MEIO DE TRANSPORTE.

Gasto do SUS com acidentes de ciclistas chegou a R$ 3 milhões em 2012. Ao todo, nove pessoas são internadas diariamente no estado de São Paulo

A maioria dos ciclistas vítimas de acidentes de trânsito usa a bicicleta como meio de transporte, segundo o presidente da Federação Paulista de Montain Bike, Clayton Palomares, morador de Rio Claro (SP). A falta de equipamentos de segurança aumenta os riscos. Por dia, nove ciclistas envolvidos em acidentes de trânsito, são internados no estado de São Paulo. O gasto do Sistema Único de Saúde (SUS) com essas pessoas chegou a mais de R$ 3 milhões no ano passado.

Para diminuir o número de acidentes, é preciso tomar alguns cuidados como usar um capacete. E isso vale não só pra quem é atleta, mas também para quem usa a bicicleta como meio de transporte e, por isso, enfrenta um risco muito maior. "Em contato com o trânsito, essas pessoas ficam muito mais suscetíveis. Já os esportistas, representam uma fatia muito menor, 3%, e eles já vêm com uma bagagem de mais conhecimento, têm a cultura de usar capacete, luva, óculos de proteção”, disse Palomares.

Em Rio Claro, em meio a tantos ciclistas é difícil encontrar quem se preocupe em utilizar algum equipamento de segurança. “Eu acho que não precisa, na cidade não tem tanta necessidade”, disse o operador de máquina Adão Batista.

Para o jardineiro Antônio Ferreira, falta lei que obrigue o uso. “Importante eu acho que é, mas tem que ter uma lei, se não ninguém usa”, opinou.

Segurança

Além do capacete, é importante usar óculos e deixar a bicicleta sempre em bom estado para o uso e com os pneus cheios. Mas a principal orientação para garantir a segurança do ciclista é ficar sempre visível, seja na rodovia ou na cidade.

“A bicicleta precisa ter refletivos, tanto traseiro quanto dianteiro. Uma lanterna, campainha para fazer barulho, uma roupa clara, capacete. Tudo isso já assegura muito mais para que as pessoas te vejam no trânsito”, explicou Palomares.

Também é preciso respeitar a legislação de trânsito. "O ciclista precisa saber se impor na via, para garantir a segurança dele. Por exemplo, nunca ande na contramão, essa é a regra número um. Se você vai de um ponto A, para um ponto B, calcule a sua rota, faça um trajeto para andar mais em ciclovia, ciclo faixa e evitar vias de muito fluxo. A bicicleta não tem seta, sinalize as suas intenções com a mão, indique para um canto, para outro, avise o carro que está atrás de você o que você vai fazer”, orientou Palomares.

Exemplo

O estudante de educação física Antoniel Paulo da Silva teve que parar de pedalar durante um tempo. Ele foi vítima de um acidente. Um carro a 130 quilômetros por hora foi ultrapassar um caminhão pelo acostamento e atropelou o atleta. Ele ficou em coma durante oito dias. De volta aos treinos, sabe que o capacete foi fundamental para que ele se salvasse.

“Meu capacete quebrou em vários pedaços, mas só que minha cabeça não machucou nada, só ficou ralada. Isso mostra a importância do uso de equipamentos de segurança. Depois disso aí, quando eu vejo uma pessoa andando sem capacete, eu falo, capacete, capacete. É muito importante”, contou Silva.

Fonte: G1 Notícias

terça-feira, 28 de maio de 2013

-AMORTECEDORES DURAM MENOS EM ESTRADAS ESBURACADAS.

Amortecedores de carros foram feitos para durar, em média, 40 mil quilômetros. Mas isso pode variar bastante, para mais ou para menos, conforme o uso do veículo. Se você circula com seu carro praticamente o tempo todo em estradas de chão ou esburacadas, prepare-se para trocar as peças bem antes dessa quilometragem. Automóveis que rodam apenas em vias bem pavimentadas tendem a apresentar menor desgaste.

A durabilidade dos amortecedores está diretamente ligada ao número de vezes que ele abre e fecha. Testes realizados pela Monroe em vários tipos de piso mostraram que, em média, um amortecedor se movimenta 2,6 mil vezes aproximadamente por quilometro rodado. Fazendo uma projeção de 40 mil quilômetros de uso, significa que os amortecedores se movimentariam cerca de 104 milhões de vezes durante o seu trabalho em pistas boas, intermediárias e ruins. Porém, se o automóvel rodar somente em estradas ruins ele vai se movimentar mais vezes e terá vida útil menor.

Por isso, a recomendação para quem anda em estradas ruins é diminuir a velocidade. Assim, a peça se movimentará menos e terá menor desgaste, explica Juliano Caretta, coordenador de Treinamento da Monroe. Ele destaca ainda a importância de fazer vistorias nas peças a cada 10 mil quilômetros ou a cada seis meses. É fundamental ainda observar as demais peças da suspensão. Qualquer defeito ou folga pode sobrecarregar o amortecedor e compromete a vida útil da peça.

Os testes da Monroe mostraram ainda que amortecedores com 50% de desgaste aumentam a distância de frenagem em até 2,6 metros, a uma velocidade de 80 km/h.

Além disso, peças com apenas 50% de eficiência podem aumentar em 26% o cansaço do motorista.

Fonte: Terra.com.br

segunda-feira, 27 de maio de 2013

-ESCAPAMENTO FURADO PODE PROVOCAR FALHAS E AUMENTO NO CONSUMO.

Além de mais barulho para seus ouvidos e para os outros motoristas, rodar com carro com escapamento furado pode provocar falhas e até aumento do consumo de combustível. Isso mesmo, se você percebeu aquele furinho no silenciador, procure uma empresa para fazer a troca da peça. E logo.

O funcionamento dos motores de hoje em dia são influenciados pela chamada taxa de contra-pressão dos gases, ou seja, o nível de gases que sai pelo sistema de exaustão dos carros. Se alguma peça do escapamento está danificada, sejam os canos ou os silenciadores, há uma mudança nessa taxa. A alteração pode provocar variações nos motores, principalmente falhas na marcha lenta, o que resulta em mais consumo de combustível.

“Quanto mais próximo ao motor for o dano no sistema de escapamento, mais prejudicial é ao funcionamento do carro”, observa Valdecir Rebelatto, gerente de engenharia da Mastra Escapamentos e Catalisadores.

Por isso, nunca o veículo deve rodar com escapamento furado ou quebrado, mesmo que o estrago seja pequeno. Além dos defeitos aparentes, as peças podem sofrer avarias internas que comprometem o seu funcionamento. Um jeito de testar é balançar os silenciadores, preferencialmente com o carro levantado. Se a peça estiver corroída por dentro, ela vai fazer um barulho, como se tivesse algo frouxo dentro. É hora de trocar.

Mesmo sem furos ou quebraduras, é aconselhado revisar o sistema de escapamento pelo menos a cada seis meses, indicam os especialistas. A checagem vai avaliar se as borrachas, coxins e abraçadeiras que seguram as peças metálicas do sistema de exaustão estão em perfeitas condições. Como as borrachas ficam próximas a altas temperaturas, elas podem romper e provocar a queda do escapamento.

“Acontecem muitos casos de canos que quebram porque as borrachas cederam. Se fosse feita a revisão, o motorista gastaria menos de R$ 2 na borracha e economizaria um valor bem maior no escapamento”, diz Rebelatto.

O sistema de escapamento nos carros que circulam no Brasil geralmente é formado por quatro partes: coletor, catalisador (mais próximo ao motor), silenciador intermediário e silenciador traseiro. Qualquer uma que estiver danificada interfere na contra-pressão dos gases. O que mais estraga é o silenciador traseiro, mais visível atrás do carro, por ficar mais longe do calor do motor e, por isso, reter mais água.

Fonte: Terra.com.br

domingo, 26 de maio de 2013

-SAIBA COMO É AVALIADO A SEGURANÇA DE UM CARRO.

Na última semana, a imprensa internacional divulgou que os carros produzidos no Brasil são inseguros. A recente reportagem da agência AP (Associated Press), replicada mundialmente aponta os carros brasileiros como “comprovadamente letais” por não atenderem a quesitos internacionais mínimos de segurança.

O texto levanta a polêmica sobre a qualidade dos veículos produzidos para o mercado brasileiro por conta de seus resultados no Latin NCAP (sigla para “New Car Assisstment Program” ou “Programa de Avaliação de Carros Novos”). Baseado no modelo europeu, a versão latina do NCAP realizou testes com 28 modelos que circulam em países da América Latina há três anos.

De acordo com o relato, a péssima avaliação dos carros brasileiros nos testes do Latin NCAP se deve às “soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior quando comparados a modelos similares fabricados para os consumidores norteamericanos e europeus”.

Como é feito o teste

Nos crash tests (testes de impacto), cada carro é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro veículo. Eles são avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, quando a segurança é ideal para os ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Para selecionar os modelos, o NCAP se baseia no volume de vendas de mercado de nove países da América do Sul e Central. No entanto, os procedimentos do Latin NCAP não são tão completos como a versão europeia do programa, que determinam a classificação final a partir de cinco testes diferentes: frontal, lateral, de posto, sobre o pescoço (efeito chicote) e pedestres. A extensão latina do programa usa apenas o teste frontal para classificar os modelos, e se justifica por estar ainda em sua etapa inicial e espera realizar testes mais completos no futuro.

Já no mercado chinês, onde os modelos são avaliados de acordo com o C-NCAP, a pontuação se baseia em três testes de colisão: frontal contra uma barreira a 50 km/h, frontal contra uma barreira deformável a 40 km/h e impacto lateral a 50 km/h.

É interessante observar que os resultados do Euro-NCAP e do C-NCAP dificilmente reprovam os modelos avaliados. Em 2012, por exemplo, dos dez automóveis de fabricação chinesa avaliados pelo C-NCAP, todos conseguiram a pontuação máxima de cinco estrelas.

Avanço ainda longe do ideal

A coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, esclarece que os carros brasileiros são avaliados pelo Latin NCAP seguindo as normas europeias de segurança veicular. “Os carros são comprados aqui e enviados para o laboratório do NCAP na Alemanha, onde são realizados os crash testes” explica. Em 2012, foram testados modelos como o Ford Ecosport, o Renault Sandero, Toyota Etios e Hyundai HB20.

Vale lembrar também que os modelos nacionais registraram um leve avanço em comparação com o início dos testes do NCAP, em 2010. “Dos dez veículos analisados em 2012, seis obtiveram quatro estrelas, de um total de cinco” afirma. No entanto, para a coordenadora institucional da Proteste, o resultado ainda está longe do ideal. “É importante mudar a consciência dos brasileiros sobre a necessidade do veículo ser seguro para todos os ocupantes. Para isso, itens como o freio ABS e o airbag precisam vir de série em todos os modelos comercializados por aqui” ressalta Dolci.

Nos EUA, só Subaru Forester se destaca entre os SUVs

Já nos EUA, dois órgãos normatizam os testes de segurança de impacto dos veículos comercializados por lá. O IIHS (Insurance Institute for Highway Safety, ou Instituto de Seguros de Segurança de Autoestradas) e o NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration).

O IIHS divulgou o resultado dos testes realizados com os 13 SUVs compactos mais vendidos no mercado norteamericano. A modalidade utilizada no teste foi a “small overlap” (que é o choque de quina contra um obstáculo pequeno a 64 km/h), que é um dos tipos mais comuns de colisão, pois o motorista sempre acaba virando o volante para desviar do obstáculo. Na avaliação, o Subaru Forester 2014 foi o único a receber o conceito “good” (grau máximo considerado pela entidade).

sexta-feira, 24 de maio de 2013

-SAIBA COMO IDENTIFICAR FALHAS NO SEU CARRO.

Você está dirigindo normalmente e, do nada, sente uma falha. O que fazer? Correr para o mecânico? Calma, a primeira recomendação é avaliar o que aconteceu com seu automóvel nos momentos anteriores à falha. Depois, a dica é observar se a situação se repete antes de ir a uma oficina. Gasolina adulterada, troca de combustível, fortes pancadas e até lavar o motor podem causar os defeitos.

Um dos principais motivos de falhas nos carros de hoje em dia é em função do combustível. Se você abasteceu em um posto em que não costuma ir e depois o carro começou a engasgar, pode ser combustível adulterado. “Isso é comum acontecer. Infelizmente, temos muitos casos de combustível adulterado que influenciam no funcionamento do motor”, diz Renato Romio, chefe da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo. Neste caso, o problema deverá acabar na medida em que for completando o tanque com combustível bom.

Outro problema relacionado ao abastecimento é quando há troca significativa de combustível nos veículos flex. Você está usando álcool há bastante tempo e passa para a gasolina, por exemplo. Nestes casos, é possível ser algum defeito no sistema de reconhecimento do combustível. Se a falha persistir por mais de um dia, você precisa procurar assistência.

Está relacionada à parte elétrica outra “pegadinha” da falha. Após passar por buracos ou locais com muita trepidação, é possível que algum conector desencaixe ou fique com mau contato. Se você sentir falhas após o carro sacolejar demais, uma dica é abrir o capô e ver se todos os conectores visíveis estão no lugar. Um simples encaixe pode acabar com o problema. E se o veículo começou a engasgar depois de uma lavagem, algum componente do sistema elétrico pode ter sido molhado. “Motor de carro não se lava. A sujeira que fica no entorno, de certa forma, é até boa porque ajuda nas vedações”, observa Romio.

Mas se você não passou por nenhuma das situações acima e seu carro segue falhando, é bom procurar um especialista. O principal motivo de falha em motores, conforme Romio, é a variação de emissão de poluentes provocada por falta de manutenção, que vai desde limpeza no sistema de injeção até velas estragadas. As velas, aliás, costumam ser as primeiras das listas dos motoristas quando o veículo perde potência. “Se as velas estão com prazo vencido, é aconselhável trocá-las primeiro quando perceber uma falha”. Porém, há dezenas de outras peças que podem estar com defeito, entre eles cabos de velas, bobina, filtro de combustível, filtro de ar e filtro de combustível.

Fonte: Terra.com.br

quinta-feira, 23 de maio de 2013

BICICLTA DEVEM CIRCULA RPELA DIREITA DA PISTA. QUEM DISSE???

Já se tornou notória a ideia de que o ciclista deve se deslocar pela direita da pista de rolamento, no sentido dos demais veículos, quando não houver faixa ou via exclusiva, ciclofaixa ou ciclovia. O fato de ciclofaixas serem colocadas ao lado esquerdo das pistas já foi motivo de protestos, inclusive em Curitiba, o que não procede, pois a sinalização prevalece sobre a regra geral (Art. 89 do CTB), e nesse caso a ciclofaixa poderia estar a direita, esquerda ou até no meio da pista, inclusive com duplo sentido que não haveria ilegalidade, apesar de algumas autoridades menos cautelosas terem feito coro a essa impropriedade.

Mas nosso tema de hoje irá questionar se existe algum dispositivo legal no Código de Trânsito que estabeleça que bicicletas devam circular pela direita da pista quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento no caso das rodovias. Há apenas dois dispositivos legais no CTB que dariam suporte a essa reflexão, que são o inciso IV do Art. 29 e o Art. 58.

CTB Art. 29. ...

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;

A conjunção aditiva implica que as duas condições devam ser atendidas, quais sejam, ser mais lento e de maior porte simultaneamente. A bicicleta não atende a nenhum nem individualmente quanto mais simultaneamente. Os desafios intermodais estão aí para provar que no trânsito intenso a bicicleta não é o veículo mais lento, e pelo contrário, consegue se manter numa velocidade média muito superior à dos demais veículos. Quanto a ser o de maior porte, nem vamos comentar. Por esse dispositivo a bicicleta não só não teria que ocupar a pista da direita quanto não deveria.

CTB

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Gramaticalmente não está claro a pista dupla se refere apenas às vias rurais ou também às urbanas, mas isso não compromete a reflexão pois no caso de vias rurais (rodovias) já existe o acostamento e nas rodovias a bicicleta tende a ser mais lenta conforme o dispositivo anteriormente citado, mas como o problema não está nelas, e sim nas vias urbanas, se elas forem de pista dupla o bordo da pista fatalmente será do lado direito, porém nas vias de sentido único haverá bordo do lado direito e esquerdo, e nesse caso a bicicleta poderia circular junto a qualquer um deles, tanto na direita quanto na esquerda.

Nossa conclusão é que não há nenhum dispositivo legal que determine que não havendo faixa ou via exclusiva, ou acostamento, o ciclista deva circular pela direita nas vias urbanas de sentido único.