quarta-feira, 19 de junho de 2013

-POUCO COMBUSTÍVEL PODE COMPROMETER DESEMPENHO DA BOMBA.



Não é somente pelo risco de passar um aperto na rua que o motorista deve evitar rodar com pouco combustível no carro. Veículos que andam com o marcador mostrando menos de 1/4 no tanque comprometem o funcionamento da bomba de combustível, que pode pifar.

A bomba de combustível é a peça responsável por mandar o álcool ou a gasolina do tanque para o sistema de injeção. Nos carros de hoje ela é elétrica e trabalha imersa no próprio combustível (dentro do tanque) que também é responsável por lubrificá-la. Se o carro rodar sempre na reserva, ela passa mais tempo exposta sem lubrificação.

“Quando há pouco combustível, a bomba sofre com o superaquecimento. Ela passa a trabalhar mais tempo com a temperatura acima do recomendando. Isso compromete a vida útil da peça”, diz Daniel Lovizaro, chefe de assistência técnica da Divisão Automotiva da Bosch.

Isso não significa, porém, que a bomba estrague só porque o carro está com tanque quase vazio. O que não pode, aconselham as montadoras, é a prática recorrente de rodar com o carro sempre na reserva, sempre com a luz do combustível acesa. “O recomendado é nunca deixar baixar de 1/4 no tanque. Além de preservar o funcionamento da bomba, vai evitar que ela puxe sujeira do fundo”, observa Lovizaro.

Caso a bomba estrague completamente, o carro não funcionará porque o combustível não chega à câmara de combustão. Ela pode, porém, dar sinais que está com a vida útil comprometida com falhas durante o funcionamento.

Fonte: Terra.com

terça-feira, 18 de junho de 2013

-COMO AS MANOBRAS NO TRÂNSITO DEVEM SER SINALIZADAS PARA EVITAR ACIDENTES.

É difícil encontrar alguém que não se irrite com esse gesto imprudente no trânsito. O apelo para que a regra seja cumprida já chegou até às redes sociais. Todos, em uma só voz, pedindo: use a seta para indicar manobras no trânsito. Apesar da campanha, é comum encontrar condutores que parecem estar dirigindo sozinhos e que não se preocupam em dizer para os motoristas ao redor o que irão fazer nas pistas.

A estudante Marcelle Sales, de 20 anos, pertence ao grupo de pessoas que ficam irritadas quando alguém não sinaliza uma manobra. “Vejo muito motorista assim todos os dias. Sinalização é fundamental, principalmente em um trânsito louco como o do Recife”, diz Marcelle. Ela também relata que seu pai quase se envolveu em um acidente por causa de um condutor imprudente. “A pessoa estava no meio da via e entrou numa rua à esquerda, sem sinalizar, passando pela frente do meu pai, que estava na esquerda”.

O estudante Anderson Bem, 20, também quase se envolveu em acidente por conta da irresponsabilidade de um motorista. “Ele foi da faixa da esquerda para a da direita sem avisar. Tive de desviar para não bater. Se tivesse algum carro na direita, haveria um acidente”, conta o estudante. Ele também diz que faz o máximo para sempre sinalizar. “Infelizmente, às vezes, escorregamos. Mas é preciso estar atento e sinalizar para andar com segurança”.

O instrutor de direção defensiva da Cooperativa Especializada em Trânsito (Coopetrans), Gomes Filho, fala que a falta de uma boa sinalização horizontal nas vias do Recife pode levar os condutores a não sinalizar corretamente. “Muitas vezes, o motorista só sabe que uma obra está acontecendo quando se depara com um cone que indica isso. Na afobação para trocar de faixa, a seta é esquecida”, diz. “É bom também ter um planejamento do percurso. Ao dar uma carona para alguém, por exemplo, o caminho pode mudar no meio da viagem e a seta ser negligenciada pela pressa”.

O também instrutor da Coopetrans, Reginaldo Honório, aconselha os condutores a usarem a seta mesmo quando não há carros vindo atrás. “Além de ajudar a memorizar a ação, o pedestre saberá para onde o carro vai. Assim, a sinalização nunca será esquecida e quem estiver na calçada também ficará seguro”, garante.

Para não esquecer a seta

- Planeje seu percurso para não ser surpreendido durante a viagem;

- Procure sair com certa antecedência de casa, principalmente se nunca tiver feito o caminho antes;

- Combine com seu carona o percurso que será feito;

- Utilize a seta mesmo quando estiver sozinho em uma via. O costume de sinalizar fará com que você nunca se esqueça da regra e deixará pedestres cientes do movimento do carro.

Quando utilizar

Setas

- Para mudar de faixa. Ligue a seta para o sentido que deseja ir, olhe o retrovisor para ver se há condição de fazer a manobra e, só então, mude de faixa;

- Na presença de ciclista, carroça ou cone, basta sinalizar com a seta para avisar ao condutor de trás sobre o fato. Mas não é necessário trocar de faixa, basta desviar.

Pisca-alerta

- Se visualizar inesperadamente algum buraco grande ou animais na via;

- Avisar ao condutor de trás que irá parar para deixar pedestres atravessarem em faixas sem semáforo. Se o carro de trás vier em alta velocidade, é aconselhável não parar. É preciso ser solidário, mas a integridade física de todos é prioridade;

- Parar para que passageiros embarquem ou desembarquem no carro;

- Avisar que será solidário e dará a vez para que um motorista que se encontra na via lateral entre no fluxo da via principal. O mesmo deve acontecer se a vez for dada para motorista que estiver saindo de um estacionamento;

- Se estiver procurando vaga de estacionamento. Isso evitará que o carro de trás fique muito próximo e impeça que a manobra de estacionamento seja realizada.

Mãos

- Se as luzes estiverem queimadas, as mãos devem indicar as manobras que o motorista fará. Mas essa deve ser uma solução paliativa. Antes de sair com o carro, todas as luzes devem ser checadas e, em caso de problema, trocadas.

Código de Trânsito Brasileiro

- Artigo 43 - O condutor deve indicar, de forma clara, com a antecedência necessária e a sinalização devida, a manobra de redução de velocidade;

- Artigo 196 - Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação é infração grave, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira;

- Artigo 230 - Conduzir veículos com defeito no sistema de iluminação, de sinalização ou com lâmpadas queimadas é infração média e acarreta multa de R$ 85,13, além de quatro pontos na habilitação.

FONTE: Vrum

sábado, 15 de junho de 2013

-SAIBA TUDO SOBRE O IPVA.



O que é o IPVA?

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um imposto estadual, cobrado anualmente, cuja alíquota varia de estado para estado, de 1% a 6%, de acordo com o valor do veículo (Tabela FIPE).

Esse imposto atinge todas as pessoas que possuem um carro ou moto. Porém, como o próprio nome indica, o imposto não incide apenas sobre carros ou motos, mas sim sobre todos os veículos automotores seja automóvel, motocicleta, aeronave ou embarcações.

O recolhimento do IPVA é anual e 50% do valor arrecadado é destinado ao município onde o veículo foi licenciado. A outra parte vai para os cofres públicos para ser aplicado em diversas áreas, como saúde e educação.

Como faço o pagamento?

Com o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em mãos, documento em que consta o número do RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores), o contribuinte deverá dirigir-se às agências bancárias credenciadas de cada Estado.

O pagamento também pode ser feito através de equipamentos de autoatendimento e a Internet.

Em alguns Estados, as lotéricas ligadas à Caixa Econômica Federal também fazem o recolhimento.



É possível parcelar o IPVA?

É possível efetuar o pagamento em até 3 (três) parcelas sucessivas na maioria dos Estados, dentro do exercício. Mas é importante saber que para gozar deste benefício é preciso que a primeira parcela seja recolhida até a data do seu vencimento. Passada esta data do recolhimento, deverá obrigatoriamente, ser efetuada em uma única cota (integral).

Se o dia fixado para o pagamento do IPVA cair num sábado, domingo ou feriado?

Nesse caso, o pagamento poderá ser efetuado até o primeiro dia útil seguinte, sem os acréscimos legais.

E se houver atraso no pagamento?

Neste caso, são cobrados multa fracionada dia a dia, até o limite máximo de 20% e juros de 1% ao mês ou fração.

O comprovante de pagamento do IPVA substitui o documento de licenciamento do veículo?

Não. O Certificado de Licenciamento do Veículo, será entregue pelo Detran na ocasião do licenciamento anual, e conterá, dentre outras, as informações sobre o pagamento do IPVA.

Para pagar o IPVA do corrente ano é preciso saldar as dívidas anteriores?

Não. Mas estas dívidas deverão estar quitadas na ocasião do recebimento do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo - CRLV, entregue pelo DETRAN como comprovante do licenciamento. O CRLV é exigido pelo policiamento das ruas e rodovias.

Se existir dívidas de exercícios anteriores, eles podem ser pagos separadamente?

Se os débitos existentes ainda não foram Notificados pelo fisco, sim, o pagamento poderá ser efetuado separadamente, bastando informar o Renavam e o exercício/ano, ao caixa do banco arrecadador a ser quitado.

Como faço para calcular o IPVA do meu veículo?

A alíquota do IPVA varia de estado para estado, e pode ser de 1% a 6%, de acordo com o valor do veículo (Tabela FIPE).

Clique no link do seu estado e calcule o IPVA:






















Roraima  




quinta-feira, 13 de junho de 2013

BICICLETAS EM RODOVIAS-DIREITA OU ESQUERDA?

Recentemente fizemos uma análise das regras que o Código de Trânsito estabelece, não de forma específica, ao lado da pista que a bicicleta deva ocupar e num apertado resumo o Art. 29, inc IV e Art. 58, segundo os quais os veículos mais lentos e de maior porte devem ocupar a direita da pista, enquanto a direita aos de maior velocidade e ultrapassagens, bem como devem estar junto ao bordo, que nas vias de sentido único possuem dois bordos, da direita e esquerda.

Outra questão que merece ser considerada é que o Código de Trânsito não diferencia as regras aplicáveis ao trânsito rodoviário do não rodoviário. Numa via urbana, de sentido único com várias faixas de circulação, não há lógica de reservar a faixa da esquerda para ultrapassagens e maior velocidade, vez que os que desejem fazer conversão à esquerda estarão ocupando esta faixa e reduzindo a velocidade, o mesmo ocorrendo com os da direita. Sob tal aspecto as faixas centrais deveriam ser destinadas àqueles que desenvolvem maior velocidade, pois em princípio não teriam intenção de convergir nem à direita nem à esquerda. Já no trânsito rodoviário, mesmo com sentido único, é muito menor a possibilidade de convergir com transversais, e mesmo quando há, a regra geral estabelece a rodovia como preferencial em relação às demais. Consideremos também que as rodovias são tradicionalmente utilizadas para treinos de atletas com bicicletas de alta performance.

De posse dessas preliminares, imaginemos uma rodovia que não possua acostamento (destinado a ciclistas quando existente), com sentido duplo ou único. A faixa da direita é destinada a veículos mais lentos e de maior porte. Note-se que a conjunção aditiva exige que as duas qualidades estejam presentes. A bicicleta nesse caso seria a mais lenta mas não seria a de maior porte. O caminhão  seria o de maior porte, mas não seria o mais lento. As faixas da esquerda são destinadas aos de maior velocidade e para ultrapassagens, o que não necessariamente é representado pelos veículos de menor porte, e nem é preciso exemplificar com um passeio de veículos antigos (não em comboio) diante da potência e desempenho dos modernos caminhões. A bicicleta seria o veículo de menor porte e de menor velocidade, enquanto no plano...até atingir uma subida de serra, onde tanto um caminhão quanto uma bicicleta poderiam desenvolver velocidades muito próximas, mas no caso de uma descida de Serra a bicicleta desenvolveria uma velocidade muito superior.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

-COMISSÃO APROVA RECICLAGEM PARA PROFISSIONAIS DE AUTOESCOLA.



A Comissão de Viação e Transportes aprovou, na quarta-feira (5), o Projeto de Lei 2911/11, que obriga os profissionais das áreas de formação, aperfeiçoamento ou reciclagem de condutores, como diretores, instrutores e examinadores de autoescolas, a participar de curso de atualização em trânsito a cada cinco anos, no mínimo.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e delega ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) a responsabilidade para estabelecer o conteúdo, a carga horária e a periodicidade do curso.

Atualização

Relator na comissão, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) recomendou a aprovação do texto, de autoria do deputado Luciano Castro (PR-RR). “Concordamos com o autor no sentido de que é preciso garantir que as atividades de treinamento e reciclagem dos condutores sejam ministradas por profissionais realmente capacitados e atualizados.”

“Afinal, tanto a tecnologia dos veículos quanto as normas estão em constante evolução, e é imperativo que o instrutor domine perfeitamente as mudanças, para que possa treinar adequadamente os futuros condutores e os que estiverem em processo de reciclagem”, completou.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

terça-feira, 11 de junho de 2013

-DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU CARRO.

Enquanto muitos motoristas têm o costume de tratar seus carros como um serviçal, o ideal seria pensar mais nele como um parceiro. Tratar o automóvel com carinho e atenção pode gerar muitos quilômetros extras e um consumo menor de combustível, melhorando o ar no meio ambiente e poupando alguns trocados ao motorista. No fim das contas, cuide bem do seu carro que ele cuidará bem de você. Para isso, conheça 10 dicas simples e úteis que devem prolongar a vida do seu carro e diminuir os custos de consumo e manutenção.

1) Óleo do motor

O óleo do motor refrigera, limpa e lubrifica o coração do automóvel. O ideal é checar o manual do carro pois cada veiculo possui uma especificação. Também é bom ficar de olho no adesivo colado no para-brisa que tem a próxima data onde deverá ser feita a troca, além de ficar atento ao mostrador do painel. Lembre-se de recorrer a uma autorizada para realizar a operação.

2) Pressão adequada aos pneus

Andar com as pressões no ponto certo dos pneus diminui significativamente o consumo de combustível e impede o superaquecimento, que gera desgaste precoce e riscos de acidentes. Para quem tem dúvida, a pressão adequada vem gravada no manual, na porta do carro e na lateral de cada pneu, variando conforme o modelo e o peso que o veículo carrega.

3) Manutenção de componentes do motor

Não trocar as velas, filtros de ar, de óleo e de combustível e até o carburador no período recomendado resulta num consumo até 25% maior além de desgaste excessivo. Estes componentes do carro trabalham em conjunto e sofrem com combustíveis de baixa qualidade. Em média, a troca das velas deve ser realizada a cada 20 mil quilômetros, o filtro de ar a cada 15 mil, o de combustível a cada 10 mil quilômetros e filtro de óleo deve ser trocado junto com o óleo do motor. O carburador pode durar até 80 mil quilômetros, em média.

4) Deixar de fazer alinhamento e balanceamento

Procedimentos que devem ser realizados a cada 10.000 quilômetros, ou após trocas de pneus ou outros componentes, assim como também em caso de batida nas rodas, longos trechos de trepidações e outras intempéries. O procedimento previne que desgaste irregular dos pneus ocorra, assim como aumenta a segurança dos passageiros. As rodas "cantando" a baixas velocidades ou direção imprecisa ou vibrando são fortes indícios de que está na hora de alinhar e balancear o automóvel.

5) Deixar de usar peças originais na reposição

O uso de peças genéricas na reposição ao invés de originais pode gerar problemas mecânicos e acidentes, além da possível perda de garantia. As peças legítimas passam por rigorosos testes de qualidade, enquanto às paralelas podem danificar o automóvel. Vale ressaltar que o mecânico que instalar, sem consentimento do proprietário do veículo, produtos de qualidade inferior, assim como piratas ou recondicionados, pode responder judicialmente em uma possível eventualidade.

6) Transitar com o giro do motor em níveis inadequados

Dirigir o veículo com o giro muito alto, ultrapassando a marca vermelha do conta-giros, ou muito baixo, como 40 km/h em quarta ou quinta marcha, pode causar desgaste prematuro e até possível quebra do motor e da transmissão. O recomendado é evitar tais situações, limitando a utiliza-las apenas eventualmente, como em ultrapassagens, no caso do giro alto.

7) Dirigir com o motor super aquecido

Quando o termômetro acusa superaquecimento, o ideal é parar em local seguro, abrir a tampa do capô, esperar o carro esfriar completamente e verificar o reservatório de água. Caso o volume estiver abaixo do nível recomendado pelo indicador no próprio reservatório, basta completar com água normal. Mas atenção: tal procedimento deve ser realizado com muito cuidado, pois o reservatório de água pode conter vapores em alta pressão e causar queimaduras graves. O ideal é conferir o nível semanalmente ou antes de viajar, evitando chegar a esse ponto crítico.

8) Manter o carro limpo

Manter o veículo limpo, por dentro e por fora, é mais do que uma questão estética. A limpeza do interior evita o acúmulo de substâncias nocivas à saúde, como ácaros e fungos, que podem causar crises de alergia. Caso o carro fique sujo do lado de fora, a pintura é comprometida e pode apresentar manchas, assim como outros componentes do exterior.

9) Manter o pé sobre a embreagem

Dirigir deixando o pé na embreagem é o suficiente para evitar o engate completo. O conjunto da embreagem funciona via fricção, manter o pé sobre o pedal esquerdo mantém o engate desacoplado. A embreagem sofre com esse atrito, levando ao desgaste prematuro e até quebra.

10) Mão sobre o câmbio durante a condução

Um erro comum e aparentemente inofensivo, manter a mão sobre a alavanca de câmbio não é uma boa idéia. Ela está diretamente conectada à caixa de marchas e a menor pressão é transmitida ao seletor. Com o tempo, a troca de marchas começa a apresentar barulhos, além de menor durabilidade. O uso deve ser restrito, assim como o pedal de embreagem, apenas às trocas de marchas.

Fonte: Ig.com.br

sexta-feira, 7 de junho de 2013

-CÂMARA APROVA REGULAMENTAÇÃO DE DESMANCHE DE VEÍCULOS.



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que regulamenta o funcionamento de empresas de desmanche de veículos. O texto segue agora para análise do Senado.

A proposta estabelece como desmontagem a atividade de desmonte ou destruição de veiculo, seguida da destinação de peças ou conjunto de peças usadas para reposição, sucata ou outra destinação final. Fica estabelecido que a atividade só poderá ser realizada por empresa registrada pelo órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal.

O registro terá validade de um ano e, a partir da primeira renovação, de cinco anos. É exigido que a empresa de desmontagem deverá emitir nota fiscal da entrada do veículo no ato do ingresso nas dependências da empresa.

O veículo só poderá ser desmontado depois de expedida certidão de baixa de registro.

O projeto fixa um prazo de dez dias para o veículo ser totalmente desmontado ou receber modificações que o deixem totalmente sem condições de voltar a circular. É exigido que a empresa comunique órgão executivo de trânsito a desmontagem ou inutilização do veículo.

Será criado um banco de dados nacional de informações de veículos desmontados e das atividades exercidas pelos empresários. Esse banco terá que identificar peças ou conjunto de peças usadas destinadas a reposição e as partes destinadas a sucata ou outra destinação.

Quem for flagrado exercendo ilegalmente a atividade pode receber multa de R$ 2.000 A R$ 8.000 dependendo do grau da infração.

Com informações da Agência Câmara

quinta-feira, 6 de junho de 2013

-EMBALAGEM DE BEBIDAS PODERÁ TER FOTO DE ACIDENTE DE TRÂNSITO.

Todas as embalagens de bebidas alcoólicas poderão ter fotografias de acidentes automobilísticos e mensagens de advertência sobre o risco do consumo de álcool associado à direção. A medida está prevista no Projeto de Lei 5050/13, do deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS).

Azambuja acredita que as mensagens devem diminuir o número de acidentes no trânsito.

— É dever do Poder Público zelar pela segurança da população e um dos meios de fazê-lo é a propaganda com conteúdo de advertência quanto aos males que a combinação álcool-volante ocasiona às famílias, à sociedade e aos cofres públicos. As empresas que exploram o ramo de bebidas alcoólicas têm responsabilidades sociais e, por isso, devem contribuir para a mitigação dos efeitos que os seus produtos ocasionam, como é o caso de acidentes automobilísticos.

De acordo com a proposta, as fotografias e mensagens deverão ser trocadas pelo menos a cada cinco meses.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL 6869/10 e será analisada por comissão especial e pelo Plenário, em regime de prioridade.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

-SOBRE A FAMA DE MAU DE ALGUNS EXAMINADORES DE TRÂNSITO.

Quem não conhece as famosas críticas ao comportamento e tratamento dado ao candidato na prova de direção por parte de muitos examinadores de trânsito? Tem até páginas na internet, daquelas que disseminam reclamações e denúncias virais de alunos queixando-se dos avaliadores. A cara amarrada e o que os candidatos chamam de grosseria lideram a lista.

Examinador que chega e nem diz bom dia, examinador que fala em tom seco demais, imperativo, ameaçador, avaliadores que fumam dentro do carro durante o exame e que atendem ou falam ao celular. Mas a cara séria e de poucos amigos ganha!

Nesses sites bem fáceis de se achar no Google os alunos reclamam que os examinadores gritam com as pessoas, potencializando o nervosismo e induzindo ao erro. Não raro, há alunos que os acusam de interromper o movimento dos pedais ou mesmo segurar ou puxar o volante durante a prova.

É claro que muitos candidatos que reprovam no teste prático do Detran também tem aquela mania nacional de ficar de dedo em riste procurando culpados para a reprovação e podem ter certeza que o primeiro deles a ser acusado vai ser o examinador, depois o instrutor e a autoescola inteira.

Por outro lado, não se espera outra coisa de um examinador de trânsito que ao perceber que o aluno vai avançar um cruzamento, uma via preferencial sem os devidos cuidados ou perder o controle do carro, a não ser que estanque de alguma forma o movimento do veículo.

Há quem tente explicar o suposto excesso de austeridade de alguns examinadores à função que muitos exercem como policiais civis e ao fato de não estarem lá para arreganhar os dentes a ninguém, mas sim para avaliar como o futuro motorista vai dirigir nas ruas e como agirá com relação à segurança para evitar acidentes.

Interagindo diariamente com candidatos em processo de habilitação, que acumulam ou não muitas reprovações em provas práticas, percebo que muitos alunos costumam reconhecer as próprias falhas, o próprio nervosismo, outros não. Mas, continuam mencionando as práticas não muito polidas de alguns avaliadores e assim, vai-se criando e alimentando a fama de mau desses profissionais.

As reprovações como objeto discursivo indicam que só o fato de estarem sendo avaliados já faz com que muitos temam por antecedência a figura de autoridade do examinador de trânsito. Afinal, na visão dos candidatos, sair dali com a carteira de motorista ou não depende daquele homem ou daquela mulher que os está avaliando.

É natural que os examinandos fiquem nervosos e reprovem, em grande parte, por conta disso. Mas o que não é normal e nem aceitável é que os examinadores de trânsito e os Detrans não saibam lidar com essa perspectiva dos alunos e não percebam o estrago emocional que uma cara amarrada pode fazer a qualquer pessoa.

Assim como há pessoas e examinadores de cara amarrada, também há pessoas e examinadores que podem deixar o candidato mais tranquilo só de repetir as palavrinhas mágicas: bom dia, boa tarde, por favor ou um simples “me mostre como você vai dirigir no trânsito.”

Essa já é uma forma de fazer com que o aluno saiba que a aprovação ou reprovação na prova prática vai depender do modo como ele mesmo dirige e que o avaliador não é nenhum carrasco como muitos candidatos pensam.

O artigo 27 da Resolução 168/2004 revela a preocupação com a conduta adequada e o tratamento respeitoso aos candidatos, tanto que em seu §1º considera infrações dos examinadores induzir o candidato a erro quanto às regras de circulação e conduta, faltar com o devido respeito e praticar atos de improbidade. As punições vão desde a advertência por escrito, suspensão das atividades por até 30 dias e até o cancelamento da designação.

Sendo o Detran o órgão máximo executivo de trânsito nos Estados e que também fiscaliza ou deveria fiscalizar a prática dos avaliadores, também é fato que por lá as autoridades conhecem muito bem essa “fama de mau” de muitos avaliadores. Mas a questão é: o que estão fazendo, recomendando ou mesmo investindo na formação dos examinadores de trânsito além de instalar câmeras de monitoramento de áudio e vídeo nos carros?

Será que os Detrans de cada estado estão se preocupando em averiguar ou, pelo menos, levar a sério essas queixas dos candidatos? Longe de estigmatizar toda uma categoria profissional, será que isso implica, de alguma forma, para as reprovações?

terça-feira, 4 de junho de 2013

POR QUE SE ABUSA TANTO DA VELOCIDADE?

Essa é uma pergunta que se vem fazendo não é de hoje e vem acompanhada de outra: o que fazer para que os motoristas corram menos no trânsito?

O que não faltam são estudos na área de Psicologia do Trânsito, grande parte associados à personalidade, que tentam explicar o comportamento dos pés de chumbo. Dentre as explicações clássicas, o prazer de acelerar para se autoafirmar, obter satisfação, prazer ou bem-estar em dominar a máquina.

Há ainda os estudos que mencionam a necessidade de compensação de sentimentos de inferioridade ao pisar pesado. Alguns, ao se julgarem melhores motoristas que os outros, em rompantes de grandeza, se julgam superiores e habilidosos a tal ponto em que praticam uma direção agressiva como forma de dizer: “olhem como eu sou bom”, “olha o que sei fazer com o carro”, “olha como eu controlo a máquina!”.

Só que não controlam os outros fatores que não dependem deles: não controlam o comportamento dos outros, não controlam a geometria das vias, o traçado das curvas, a inexperiência do outro, não controlam as falhas mecânicas e, no final, não controlam nem a si mesmos e acabam se envolvendo em acidente. Só que em acidentes em alta velocidade não se perde só os dentes, mas a vida. A própria vida e a dos outros!

Por conta de uma percepção individualista e egoísta de um espaço que é compartilhado (o trânsito), muitos motoristas colam na traseira do outro, buzinam, xingam, dão sinal de luz para pressionar o outro a andar mais rápido ou sair da frente.

É esse egoísmo que faz muitos motoristas odiarem alunos de autoescola que estão aprendendo a andar na velocidade da via; a terem raiva de quem deixa o carro morrer na saída de um cruzamento; a desrespeitarem os outros no trânsito como se fossem os únicos donos da rua. É por conta dessa visão individualista do trânsito que muitos motoristas se acham no direito de fazer as próprias leis e as próprias regras.

Simplificando a Teoria de Wilde, há os que arrotam experiência e habilidade dizendo que dirigem desde criança e que por isso, tem controle total sobre o carro. Autoconfiantes em excesso, passam a acreditar que nunca vão se envolver em acidentes, dando a si mesmos garantias e imunizações contra o risco. O que esses motoristas deveriam saber é que quando eles ainda estavam nas fraldas brincando com carrinho de brinquedo, aquele motorista com o dobro de anos de carteira e experiência que eles, também pensava e agia assim, até o dia em que matou, morreu ou feriu a si mesmo e a outras pessoas porque dirigia em alta velocidade.

Também há aqueles que estabelecem os próprios limites de velocidade por que acreditam que o maior risco da velocidade é não ter controle sobre o carro, e como eles acham que tem o controle total da situação mesmo com o ponteiro e o pedal no limite, não se sentem infratores nem expostos a riscos. Afinal, se há controle não há riscos!

E assim, quem abusa da velocidade vai fazendo as próprias leis, confia demais em si mesmo, na tecnologia dos carros, inventa os próprios discursos e tenta desqualificar as leis, os limites de velocidade, a fiscalização e os outros motoristas.

O que fazer para que os motoristas corram menos no trânsito? Engenharia, prevenção e fiscalização. E prevenção também se faz com campanhas educativas sérias que não excluam a população. Fala-se muito em educação para o trânsito nas escolas e isso é importante, mas não é tudo, é apenas uma das estratégias enquanto fora do muro das escolas quem continua pisando fundo são os adultos que aceleram demais.

Se correr demais no trânsito é um comportamento gerado por emoções, então que se use uma linguagem emocional à altura para dar estímulos que levem à mudança de comportamento. Exemplos disso são as campanhas da TAC Vitória, na Austrália, e Safety Road, no Reino Unido, que conseguem anualmente baixar os índices de acidentes em seus países.

Mas, aqui no Brasil, isso passa pela substituição das campanhas água com açúcar para se ter mais impacto, em orientar a mídia para não apelar tanto para a emoção da velocidade e se iniciar uma parceria com os psicólogos peritos do trânsito, que são os estudiosos do comportamento humano e podem orientar em campanhas educativas com a abordagem adequada.

Parafraseando como bem diz a jornalista e colunista, Mariana Czerwonka, os 3E´s: Engenharia, Esforço Legal e Educação. Se um destes pilares não estiver funcionando direito, a tendência é de que as coisas fiquem bem piores. E aí, vamos aliviar o pé?

segunda-feira, 3 de junho de 2013

-ENTRA EM VIGOR RESOLUÇÃO QUE OBRIGA EMPLACAMENTO DE TRATORES.

Entrou em vigor a resolução do Conselho Nacional de Transito (Contran) que obriga o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas, de construção, de pavimentação ou guindastes no Sistema do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O proprietário que não cumprir as determinações da resolução estará sujeito a multa gravíssima, cujo valor atual é de R$ 191,54, tem anotado sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a apreensão do veículo.

Para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados, a medida prejudica o setor rural do País. "Essa norma é absurda. Deve ter sido feita por um burocrata urbano, sem levar em conta a questão rural", criticou o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), vice-presidente da FPA e autor de um projeto de lei que pretende equiparar as máquinas agrícolas aos carros bélicos, que não precisam de registro.

Alceu Moreira disse à Agência Brasil não acreditar que as autoridades de trânsito irão cobrar de imediato os registros dos tratores. Caso isso ocorra, alertou, haverá um grande impacto no setor produtivo. "Eles (os veículos agrícolas) terão que ter os mesmos registros dos veículos de passeio. Isso é um absurdo porque os tratores não precisam disso", acrescentou Moreira.

De acordo com as resoluções 429 e 434 do Contran, os veículos agrícolas novos, fabricado a partir de janeiro deste ano, terão que passar por um pré-cadastro feito pelo fabricante, montadora ou importador. Antes da comercialização, o fabricante, montadora ou importador também terá que, previamente, informar ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) sobre as características dos veículos. Para os tratores já comercializados, não será necessário o cadastro prévio, mas caso haja a necessidade de transitar em vias públicas, eles terão que ser emplacados.

O emplacamento não será obrigatório. A placa, contudo, será exigida dos tratores que circularem em vias públicas. Por conta disso, a resolução do Contran prevê que o Renavam deverá ser ajustado para não exigir o lançamento da placa no ato do registro. Caso seja emplacado, os proprietários dos veículos terão que arcar com o pagamento da taxa de licenciamento anual. Pela resolução, os tratores que precisarem de emplacamento terão que afixar a placa apenas na parte traseira.

Agência Brasil