sábado, 6 de abril de 2013

-ESTRESSE NO TRÂNSITO GERA DESEDUCADOS E HIPERAGRESSIVOS.

 
O estresse, cada vez maior, nos grandes centros urbanos, causado pelo excesso de veículos, com a consequente saturação dos espaços viários, redução da velocidade de deslocamento, ruas alagadas em dias de temporais e o caos dos constantes congestionamentos, vem criando uma legião de motoristas e passageiros estressados, deseducados, intolerantes e hiperagressivos.

Estamos diante de cidadãos, sem histórico de mau comportamento social, mas que, em função do elevado grau de estresse, causado pelo trânsito e pela agitação da vida moderna, independente do grau cultural, podem se transformar em assassinos em potencial a qualquer instante, bastando que um motorista de ônibus não pare no ponto ou arranque bruscamente causando lesão ao passageiro ou mesmo uma pequena fechada no trânsito.

Basta ver a tragédia da terça-feira, 02/04, com a queda de um ônibus, do viaduto de acesso à Ilha do Governador, na Avenida Brasil, no Rio, que culminou com a morte de 7 passageiros, além de 11 feridos. O acidente teria tido como causa, segundo o relato de algumas testemunhas, uma discussão entre o motorista do ônibus e um passageiro, um jovem universitário, de 25 anos, que teria agredido o condutor do coletivo.

No que concerne ao comportamento dos motoristas de ônibus, há que registrar que somente a reciclagem e o treinamento internos, efetuados pelas empresas, sem o monitoramento de tais profissionais, no desempenho do serviço em vias públicas, não resolve a questão. As empresas precisam saber como se comporta cada profissional ao volante, extramuros, no seu dia a dia, na importante missão de condução de seres humanos ao volante de um ônibus.

Ressalte-se que alguns motoristas de ônibus, além de serem vítimas do estresse causado pelo trânsito, são portadores de doenças importantes tais como diabetes, hipertensão e doenças coronarianas. Alguns sequer sabem que são portadores de tais enfermidades e conduzem centenas de pessoas/dia, podendo ser vítimas de mal súbito ao volante e dar causa a inúmeras tragédias, sem falar nas condições adversas de trabalho a eles oferecidas -em dias de temporal é sempre um caos- alguns com função também de cobrador, dirigindo veículos em mau estado de conservação, sob o efeito de temperaturas que no Verão chegam à sensação térmica dos 45 graus, sem que o veículo possua sequer ar condicionado.Isso também é desumano.

É fato real, porém, que o aumento progressivo da frota de veículos em circulação, em vias urbanas, pode tornar o trânsito uma fonte ainda maior de acidentes, estresse e agressividade. Precisamos, portanto, preparar psicológica e tecnicamente novos e atuais motoristas para um trânsito cada vez mais congestionado e estressante. Sem dúvida o trânsito é um componente urbano gerador de alto estresse.

PS: Um motorista de ônibus foi detido com um sacolé com aproximadamente um grama de cocaína na Rua do Lavradio, no Centro do Rio, no final da noite de quarta-feira, 03/04. Para comprar o entorpecente, de acordo com os policiais militares do 5º BPM (Praça Harmonia), o homem de 41 anos, deixou o veículo que dirigia, da linha 366 (Lavradio - Campo Grande) da empresa Expresso Pégaso, no ponto final na Rua do Senado. Ele se preparava para a última viagem do dia. Profundamente lamentável.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

-VOCÊ SABE OS DIREITOS E DEVERES DOS PEDESTRES?

No Brasil, cerca de 40 mil pessoas morrem por ano vítimas da violência no trânsito, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os acidentes geralmente são associados a excesso de velocidade, ultrapassagens arriscadas e embriaguez, mas quem circula a pé também tem responsabilidade na busca pela redução desse número.

Embora o Código de Trânsito Brasileiro garanta prioridade aos pedestres, todo o cuidado é pouco. De acordo com o CTB, para cruzar a pista, o pedestre deve tomar precauções de segurança, levando em conta a visibilidade, distância e velocidade dos veículos. As faixas de segurança devem ser sempre utilizadas quando existirem em uma distância de até 50 metros do pedestre. “Os pedestres que atravessarem uma via na faixa têm prioridade de passagem, exceto quando há sinalização de semáforo. Nesse caso a sinaleira deve ser respeitada”.

Por outro lado, se o semáforo liberar a passagem para os carros e o pedestre ainda não tiver concluído a travessia, quem está a pé tem preferência. O motorista que não cumprir essa norma comete uma infração gravíssima, sujeito a multa de R$ 191,54. “As faixas e passagens para pedestres devem estar sempre bem sinalizadas, cabendo ao município mantê-las sempre em boas condições”, salienta Justen.

Conforme ele, o CTB também prevê punição para os pedestres que não respeitarem as leis. Segundo o artigo 254, quem andar no meio da rua ou atravessar fora da faixa de segurança, passarela ou qualquer passagem para este fim está sujeito a multa de 50% do valor da infração de natureza leve, o que resulta em R$ 26,60. No entanto, falta regulamentar a lei, que é considerada juridicamente impossível de ser aplicada.

Fonte: Gaz

quinta-feira, 4 de abril de 2013

-ATÉ O FINAL DE 2014, CARROS JÁ DEVEM SAIR DA FÁBRICA COM INTERNET.



O item já é uma realidade para o setor automotivo. No entanto, a alta tecnologia vai sair cara para as fabricantes e para o consumidor.
Segundo dados divulgados pela BBC, até 2020 o valor de tanta tecnologia será equivalente a 20% do valor total do veículo.
Outra preocupação é com a segurança das pessoas já que este tipo de sistema pode influenciar na atenção dos motoristas, mas, segundo empresas de tecnologia, as montadoras já estão se preparando para isso.
De acordo com uma dessas empresas, as tecnologias para veículos estão entre as que mais se desenvolvem atualmente, ficando atrás apenas de tablets e smartphones.

Fonte: Região Noroeste

quarta-feira, 3 de abril de 2013

-CINTO É OBRIGATÓRIO EM ÔNIBUS DIRETO E SEMIDIRETO.



Em 1998 foi aprovada a lei que obriga todos os ônibus fabricados a partir de 1º de janeiro de 1999 a disponibilizarem cinto de segurança para seus passageiros. Segundo pesquisa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o uso do equipamento diminui em 75% a chance de óbito em caso de acidentes. Mesmo assim, de acordo com o mesmo levantamento realizado ano passado, apenas 2% dos brasileiros usa o cinto em transportes coletivos.

Conforme o comandante interino do Comando Rodoviário da Brigada Militar , sargento Aristides Rodrigues Junior, o uso é obrigatório apenas em ônibus diretos e semidiretos intermunicipais. A exceção para o uso do equipamento de segurança fica por conta de ônibus comuns – nos quais 45% dos passageiros podem viajar de pé – e para os urbanos. Nesses, apenas os condutores são obrigados a estarem com o cinto.

Rodrigues Junior alerta que a responsabilidade, em caso de infração, recai sobre o motorista, que deve ficar atento. O sargento comenta que o motorista pode, inclusive, ser autuado por conta de algum passageiro que retirou o cinto durante o trajeto. Por enquanto, segundo ele, a ação do CRBM local se concentra mais na educação do que nas autuações. Os patrulheiros estão instruídos a priorizar a orientação a motoristas e passageiros de ônibus. Porém, caso a medida não apresente resultados, podem começar as autuações.

Fonte: Rádio Fandango

terça-feira, 2 de abril de 2013

-SAIBA PORQUE USAR AMORTECEDOR RECONDICIONADO É UM RISCO.



Componente mais importante na harmonização dos quesitos conforto e segurança do caminhão, o amortecedor é um componente que merece especial atenção na hora da reparação. Caso seja necessária a substituição, é recomendável não usar amortecedor recondicionado, considerado um risco à segurança do veículo

O amortecedor, item mais importante da suspensão, interfere não só na dirigibilidade do veículo, mas também na segurança dos ocupantes. Por isso, os motoristas devem ficar atentos à manutenção destes componentes. “O ideal é sempre instalar amortecedores novos e de boa qualidade já que envolvem a segurança no trânsito. Peças recondicionadas não são recomendadas”, alerta Jair Silva, supervisor de serviços da Nakata. Ele explica que quando o amortecedor esgota sua vida útil, todos seus componentes já sofreram desgaste. “A maioria dos recondicionadores substitui apenas o fluido, os componentes permanecem os mesmos”, acrescenta.

Sinais de desgaste

  Há duas maneiras para se identificar problemas nos amortecedores, fazendo uma inspeção visual ou observando alguns movimentos do veículo. “A peça pode quebrar, por exemplo, na fixação, bem como ocorrer vazamento de óleo, manchando-o de fluido”, explica. Silva conta também que movimentos do carro também podem ser alterados e o motorista ter dificuldade de fazer curvas ou balanço excessivo do automóvel ou caminhão. Essas situações são indícios de que os amortecedores não estão em boas condições de uso.

Carga excessiva

O amortecedor foi projetado para atender a uma determinada carga, estipulada pela montadora. “Carga excessiva prejudica a vida útil da peça. Se ultrapassar a tonelagem, sobrecarregará os amortecedores, reduzindo, assim, sua vida útil”, afirma o supervisor de serviços.

Sobre a Nakata

A Nakata, fabricante de autopeças para o mercado de reposição automotiva com uma linha completa de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, faz parte da Affinia Automotiva presente no Brasil desde 2004, com quatro unidades de negócios, incluindo fábrica, sede administrativa e dois centros de distribuição. Além da Nakata, a Affinia, que tem operações totalmente voltadas ao mercado da reposição automotiva, com amplo portfólio de produtos, também comercializa as marcas Spicer, Wix e Power Engine. A empresa dispõe de central de atendimento, catálogos eletrônicos, entre outros serviços. Participa do Programa Carro 100% / Caminhão 100%, iniciativa inédita no País que visa conscientizar o motorista sobre a importância da manutenção preventiva do veículo. Mais informações no site: www.affinia.com.br.

No mundo

A Affinia Automotiva pertence à Affinia Group, multinacional norte-americana líder mundial em fabricação e distribuição de componentes automotivos para o mercado de reposição, conta com 11 mil colaboradores, tem plantas em 11 países e comercializa produtos para mais de 70 países da América do Norte e Sul, Europa e Ásia, com faturamento global da ordem US$ 2 bilhões ao ano (exercício 2011).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

-COMPRA DO CARRO NÃO DEVE PASSAR DE 20% DA RENDA.

 
Quem estiver pensando em comprar um carro financiado não deve se preocupar apenas com o valor das prestações que terá pela frente. De acordo com especialistas em finanças, na hora de fazer as contas, o interessado em sair dirigindo um automóvel novo ou mesmo um usado precisa considerar que a compra do veículo vai acarretar uma série de novas despesas, como seguro do bem e gastos com combustível, manutenção e estacionamento, entre outros.

“O ideal é que o comprador não comprometa muito mais do que 20% da renda com o carro. Na hora de financiar, ele não pode considerar apenas o gasto com as prestações, até porque o automóvel implica uma série de outros custos”, diz Reinaldo Domingos, economista e educador financeiro. “De maneira geral, podemos dizer que o carro dá um gasto mensal que equivale a cerca de 2% de seu preço”, afirma.

Inadimplência /Pela recomendação, uma família com renda de R$ 3 mil não deveria gastar mais do que R$ 600 mensais com o financiamento e os gastos do automóvel. “Se estivermos falando de um rapaz solteiro, que mora com os pais, esse gasto pode até superar os 20%. Mas, no caso de uma família com filhos e despesas com a casa, o melhor é evitar comprometer mais o orçamento. Há sempre risco de inadimplência”, diz Nicolas Tinga, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito e Financiamento).

Segundo ele, antes da compra, o consumidor tem de avaliar as possibilidades. “Às vezes, é melhor ele optar por um modelo de carro mais simples, mais em conta”, argumentou Tinga. “O comprador deve ter consciência de sua capacidade de pagamento”, disse Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos).

Fonte: Jornal Dia a Dia

sexta-feira, 29 de março de 2013

ZONA 30: MENOS VELOCIDADE, MAIS VIDAS (4)


A primeira cidade a implantar a Zona 30 foi Buxtehude, na Alemanha, em 1983. A partir daí muitas cidades da Alemanha, França, Belgica, Itália, Holanda, Áustria, Reino Unido, Dinamarca. Bruxelas, na Bélgica, já conta com 4,6 km de ruas que só podem ser transitadas a 30 km/h.

Barcelona completou em 2010 mais de 200 km de zonas 30. Londres percebeu uma queda de 40% no número de acidentes e na Bélgica a queda foi de 72%.

Em Setembro de 2011 o Parlamento Europeu fez a recomendação para que todas as cidades façam adesão ao projeto e, em 2012, uma iniciativa popular pede que a UE institua, como lei, em todo seu território, a Zona 30.

No Brasil, segundo projeção do Instituto Avante Brasil, em 2013 acontecerá, no trânsito, 1 morte a cada 11 minutos (cerca de 48 mil mortes no ano todo).

Só na última década (2001/2010) a frota nacional de veículos aumentou 101,2%. Nessa direção, no mesmo período, o número absoluto de mortes no trânsito cresceu cerca de 40% (4,06% ao ano); a taxa de mortes por 100 mil habitantes cresceu 26,6% (cálculos baseados nos dados do Datasus-Ministério da Sáude).

Contudo, se a mortandade no trânsito é expressiva e crescente, a mortandade de motociclistas é ainda mais grave, vertiginosa e preocupante. Enquanto o número total de mortos no trânsito cresceu 40,3% entre 2001 e 2010, o número de motociclistas mortos no mesmo período cresceu 250%, saltando de 3.100 vítimas (em 2001) para 10.825 (em 2010).

Dessa forma, de 30.524 mortos no trânsito em 2001, saltamos para 42.884 em 2010 (aumento de 40,3%) e, de uma taxa de 17,7 mortos/100 mil habitantes há dez anos, alcançamos a de 22,4 mortes/100 mil habitantes, em 2010 (aumento de 26,6%).

No Brasil, além de não enxergarmos e não agirmos contra a gravidade de um grande e calamitoso problema, contribuímos para fomentá-lo ainda mais.

É preciso instituir medidas que ajudem a diminuir esse quadro, e a Zona 30 pode ser uma solução para o trânsito trágico e nefasto de muitas cidades brasileiras.

O exemplo do Rio Janeiro com a Zona 30

De acordo com Mauro Cezar de Freitas Ferreira, Diretor do Centro de Comunicação e Educação para o Trânsito da CET-Rio, todas as áreas do tipo zona 30 foram implantadas por ocasião do “Dia Mundial Sem Carro”.

Desenvolveu-se uma identidade visual que foi implantada em conjunto com placas de advertência e regulamentação. Também foi implantada sinalização horizontal e em alguns poucos casos elementos de “traffic calming”.

Ipanema e Ilha do Governador foram as áreas com maior quantidade de acidentes registrados antes da implantação e variação de números mais significativa. Comparando o 1º semestre de 2011 com o 1º semestre de 2012 (as implantações ocorreram no segundo semestre de 2011), pode-se dizer, com base nos dados do 190 da Polícia Militar, que houve uma redução de 75% no número de acidentes com vítimas na área da Ilha do Governador e que na área de Ipanema chegamos ao índice ideal de nenhum acidente com vítima no 1º semestre de 2012.

“Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado” (Helena Besserman Viana, brasileira, psicanalista).

quinta-feira, 28 de março de 2013

-A IMPORTÂNCIA DO USO DO CAPACETE.



O aumento da frota de motocicletas trouxe uma consequência trágica para as ruas do país, o crescimento dos acidentes e mortes envolvendo motociclistas. “O capacete é o equipamento para condutores e passageiros de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente, minimiza os efeitos causados por impacto contra a cabeça do usuário em um eventual acidente”, afirma Elaine Sizilo, pedagoga, especialista em trânsito.

Estudos efetuados para avaliar a eficácia do uso de capacetes, demonstraram que, o seu uso pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete protege o usuário desde que utilizado corretamente, ou seja, afivelado, com todos os seus acessórios e complementos. “É importante verificar se o capacete apresenta o selo do Inmetro, pois esta é a garantia de que este capacete foi testado de acordo com as normas estabelecidas por um organismo de certificação competente”, lembra Sizilo. Ainda segundo a especialista, a recomendação é utilizar somente os chamados capacetes “fechados”, que protegem toda a cabeça.

Quem não usa o capacete, além de estar colocando a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Viseira
As viseiras fazem parte do capacete e protegem os olhos e parte da face contra impactos de chuva, poeira, insetos, sujeira e detritos jogados ou levantados por outros veículos. Em velocidade, o impacto de um pequeno objeto causa um grande estrago se o piloto não estiver suficientemente protegido.

Os óculos comuns não proporcionam uma proteção adequada, pois são facilmente arrancados em caso de colisão e até pelo vento, se o piloto girar a cabeça. Além disso, mantém muito exposta uma boa parte da face e não impedem o lacrimejamento causado pelo excesso de vento. Portanto, o equipamento adequado para capacetes sem viseira é o óculos de proteção, desenvolvido especialmente para esta finalidade.

Transitar sem viseira ou óculos de proteção (ou com a viseira levantada) também é infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.