quarta-feira, 20 de março de 2013

-SEGURANÇA NO TRÂNSITO PARA A TERCEIRA IDADE.

No Brasil, o número de idosos já ultrapassa a soma dos 14 milhões, ou seja, 8,7% da população. É o grupo etário que mais cresce proporcionalmente. No entanto, existem graves questões que precisam ser resolvidas para que esse envelhecimento se dê de forma saudável. Entre elas está o trânsito.

Segundo dados do Ministério da Saúde, das 42.844 vítimas fatais do trânsito brasileiro em 2010 (último dado disponível), 3.191 (8%) eram maiores de 60 anos.

Para a especialista em trânsito e consultora do Portal Elaine Sizilo, os idosos ainda não se “acostumaram” com o trânsito moderno. “O aumento da frota, as ruas movimentadas, a pressa dos motoristas e as limitações da idade, levaram o idoso a ser uma potencial vítima do trânsito”, explica.

Além de participarem do trânsito como pedestres, a cada ano o número de idosos como condutores de veículos tem aumentado. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam o registro de 3,6 milhões de condutores com idade acima de 61 anos no ano de 2012. Em 2005, eram 3,2 milhões. Para estes condutores, a renovação da CNH é de três em três anos, para os demais, o prazo é de cinco anos. “Esta exigência demonstra o cuidado com a saúde e a segurança da pessoa idosa na condução do veículo”, diz Sizilo.

O Código de Trânsito Brasileiro também concede preferência a eles no momento da travessia. O desrespeito de motoristas e motociclistas em não priorizá-los implica em infração gravíssima e multa (Art. 214, III).

Com base nestas informações, preparamos algumas dicas para os idosos no trânsito.

Cautela na Direção

• Conduzir o veículo com cuidado, pois as estatísticas apontam que a maioria dos acidentes de trânsito é decorrente de falha humana.

• Dirigir na velocidade permitida, não tendo pressa de chegar, pois mesmo devagar, sempre se ao destino.

• Conduzir o veículo corretamente, não esquecendo de sinalizar antes de qualquer manobra.

• Se precisar de óculos para dirigir, nunca esquecê-los.

Estacionamento e Parada

• Estacionar sempre em local permitido, porque se parar em qualquer lugar, o veículo poderá ser multado ou danificado por terceiros.

• Depois de estacionar e ao desembarcar do veículo, ter o cuidado e atenção ao abrir a porta, para não correr o risco de ocasionar um acidente.

• Parar o veículo somente nos locais permitidos, com a devida atenção para não atrapalhar o trânsito de outros veículos e pedestres.

Cinto de Segurança

• Colocar o cinto de segurança logo que entrar no veículo, porque depois poderá ser tarde demais.

O Cinto de Segurança salva vidas por que:

• Num choque impede que a pessoa seja lançada para fora do veículo.

• Numa freada brusca impede que machuque o rosto no para-brisa.

• Num choque evita que o passageiro do banco traseiro pressione o passageiro do banco dianteiro.

Celular

• Ao dirigir, o condutor não deve e nem pode usar o celular porque o aparelho distrai o motorista.

• Ao dirigir sem atenção, os reflexos diminuem e comprometem o raciocínio do condutor na tomada de uma decisão.

• Antes de dirigir, coloque o celular no silencioso, caso se esqueça, só retorne a ligação quando estacionar, jamais atenda enquanto estiver dirigindo. Ao andar nas vias, também é importante ter cuidado ao usar o celular:

• Falar ao celular ao atravessar uma rua, significa ficar desatento para o semáforo, para os veículos e para os outros pedestres.

Travessia com Segurança

• Atravessar sempre na faixa de segurança, pois as estatísticas indicam elevados índices de atropelamentos nesta faixa etária.

• Atravessar em linha reta, em local que o fluxo de trânsito seja menor.

• Ter paciência de saber esperar para atravessar com segurança.

terça-feira, 19 de março de 2013

-O QUE FALTA PARA QUE ALUNOS SAIAM MAIS PREPARADOS PARA DIRIGIR?

Da redação do Portal do Trânsito

Em uma enquete realizada pelo Portal do Trânsito no período de 23 até 30 de janeiro com 501 internautas, 52% dos motoristas acreditam que não terminaram o curso de primeira habilitação preparados para dirigir e encarar o trânsito. Essa é uma discussão antiga e relativa. Antiga, pois há muito tempo, as pessoas dizem que a formação de motoristas deveria mudar. Relativa, pois o nível de aprendizado depende, entre outros fatores, da dedicação do aluno.


Celso Alves Mariano, consultor do Portal e especialista de trânsito, diz que há "oportunidades de melhorias", em praticamente todas as fases do processo, começando pelo ânimo com que o aluno chega no CFC. Conceitos distorcidos ou frouxos de responsabilidade social, valores e cidadania - que poderiam/deveriam ser melhor trabalhados pela família e pela escola (Art. 76 do CTB) - resultam em candidatos à primeira habilitação focados unicamente em obter a CNH, sem uma real disposição para aprender a dirigir.

Algumas melhorias são apontadas pelo especialista para que alunos saiam mais preparados para encarar o trânsito do dia a dia:

• É fundamental procurar saber com que grau de comprometimento e responsabilidade para com a humanização do trânsito o CFC atua.

Se tem um bom plano de aulas teórico e prático, se tem instrutores que gostam do que fazem, bem preparados e adequadamente "equipados" para a tarefa: muitos se deixam enganar atentando apenas para os veículos disponíveis. É a visão distorcida de que "o importante mesmo é a parte prática". Inclusive muitos donos de CFC pecam gravemente neste quesito: a parte teórica é a base sobre a qual vai se construir a mentalidade do futuro condutor em relação ao que é, para que serve e como (o trânsito) pode nos servir e quais são nossos direitos e deveres.

• A parte prática, claro, é fundamental.

Convenhamos, esta não tem sido a parte mais difícil. Com metodologia e materiais didáticos adequados para a parte teórica, nas mãos de bons instrutores, e com a parte prática bem resolvida - caso da maioria dos CFCs - é possível formar os bons condutores de que o nosso trânsito precisa.


• Quando o proprietário do CFC não tem a mentalidade de educador, a tendência é de negligência aos princípios mais nobres do CTB.
  O resultado é um "CFC despachante", focado em resolver o problema do seu cliente, mesmo que isso signifique passar ao largo do processo educativo. Muitos escolhem o CFC em função do preço do curso, tratando o processo de formação de condutores como mero empecilho formal a ser transposto para chegar na CNH. É claro que os DETRANs tem uma grande responsabilidade nisso, afinal, quem determina como e qual CFC vai atuar em cada estado é o DETRAN.

Os DETRANs, por outro lado, poderiam provocar um auto-ajuste da qualidade das aulas, por exemplo, com a troca de perguntas ruins, erradas, incompreensíveis e/ou de pouca importância em suas provas por questões relevantes e bem formuladas. O efeito seria a qualificação do processo com um sonoro "agora não tem jeito, vou ter que estudar de verdade para passar", por parte dos alunos, e um "agora não tem jeito, vou ter que ensinar de verdade para que eles passem", por parte dos instrutores.

A sociedade, o próprio cidadão, cada um de nós, na medida em que nos apropriemos deste conhecimento e passemos a exigir mais qualidade, estaremos cumprindo um papel fundamental para que a pressão favoreça a evolução do jeito certo.

*Celso Alves Mariano é especialista de trânsito e consultor do Portal do Trânsito.

segunda-feira, 18 de março de 2013

-MOBILIDADE É O NOVO DESAFIO PARA DESAFOGAR O TRÂNSITO.



O crescimento populacional e o incentivo ao uso do carro contribuíram para o atual cenário de caos no trânsito da cidade.

Somam-se a isso os problemas enfrentados pelos cariocas diariamente no transporte público. Mas, antes que seja tarde, chegou a hora de começar a mudar esse quadro, avaliaram os participantes da primeira edição do ‘Brasis do Brasil’.

O presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otavio Azevedo, aposta nos modais rodoviários e ferroviários para que o Rio vença a luta contra o caos no deslocamento urbano: “Começa que todos querem ter seu carro nesse modelo de desenvolvimento.

As ruas ficam mais cheias. E, com imóveis cada vez mais caros, as famílias buscam opções mais baratas em empreendimentos distantes do Centro, o que aumenta a necessidade de mobilidade”, disse o empresário no primeiro debate — cujo tema era ‘Rio para além de 2016’.

Já no segundo painel de discussões — ‘Em quais áreas o Rio ainda não é a Cidade Maravilhosa’ —, o vice-governador Luiz Fernando Pezão destacou o esforço que tem sido feito na recuperação dos trens metropolitanos.

“Os trens da SuperVia ficaram sucateados durante décadas. As composições eram as mesmas desde a instalação das linhas nos anos 80. Trocamos quase 100 trens e, nos próximos anos, serão todos novos. Infelizmente,não é algo que se faz de um dia para o outro”, afirmou.

Para o professor e fundador do Observatório de Favelas, Jailson de Souza e Silva, o Rio tem que ser visto como área central da Região Metropolitana: “Assim, o transporte e outras questões como habitação e saneamento serão tratadas numa perspectiva maior. Está tudo integrado”.

Por fim, Pezão destacou a força da Região Metropolitana nesse contexto e prometeu a conclusão do Arco Metropolitano até o fim do ano.

Mola propulsora para avanços

“O maior desafio do Rio não é servir a cidade para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, mas sim fazer com que os grandes eventos venham servir o Rio de avanços”. A reflexão de Jailson de Souza e Silva concluiu o debate reforçando o momento propício para as mudanças na cidade do Rio e no estado.

Para ele, a busca por dignidade nas comunidades pobres é o princípio que deve nortear as políticas públicas: “Para isso, nós precisamos garantir os princípios da liberdade e da igualdade, que não devem ser vistos apenas do ponto de vista econômico. Moradores das favelas não devem ser vistos como carentes”.


Fonte: O dia.com.br

sábado, 16 de março de 2013

-O PRÊMIO PARA O INFRATOR.



Em breve entrará em vigor em todo país, a Resolução 404/12, que estabeleceu que multas leves ou médias podem ser convertidas em advertência. A norma está presente no Código de Trânsito Brasileiro desde 1997, mas só foi regulamentada agora. A medida entrará em vigor no dia 1° de julho de 2013.

Até que me provem o contrário, não vejo nada de educativo nessa determinação. Para mim, parece um prêmio ao infrator. E explico o porquê desta minha afirmação. Por mais que as infrações leves e médias sejam consideradas de menor gravidade, muitas delas podem colocar em risco a segurança do trânsito, como por exemplo, falar ao celular ao dirigir ou trafegar com a luz de freio queimada.

Se analisarmos o contexto em que vivemos na atualidade em relação ao trânsito, é impensável imaginar qualquer medida que beneficie infratores de trânsito, pois a sensação de impunidade no Brasil ainda é muito latente.

Não estou querendo dizer que todas as pessoas que cometem infrações no trânsito são infratores contumazes, mas infelizmente, pelo contexto, a maioria paga pela minoria.

Voltando a resolução, de acordo com procedimento regulamentado, o infrator poderá requerer junto ao recurso de defesa o pedido de conversão da multa para advertência, e caberá ao órgão de trânsito fiscalizador e que aplicou a punição, acatar ou não o referente pedido.

E vocês, o que acham?

sexta-feira, 15 de março de 2013

-ENTENDA COMO GAFONHOTOS AJUDARÃO A IMPEDIR BATIDAS NO TRÂNSITO.



O mesmo sistema de navegação que impede que os insetos se choquem durante o voo poderá tornar os veículos mais seguros

Os gafanhotos são insetos pequenos, que não causam muito estrago quando estão sozinhos. Porém, a coisa muda de figura quando eles se reúnem em enxames que podem alcançar milhões de criaturas ao mesmo tempo. Esses grupos atacam as lavouras devastando literalmente tudo o que veem pela frente, causando muitos prejuízos aos agricultores.

Mas o que é mais impressionante nisso é que, mesmo em enxames enormes, os insetos conseguem voar de maneira relativamente ordenada, sem trombar uns com os outros. Parece difícil acreditar, mas os gafanhotos possuem um sistema de navegação e detecção de colisões muito avançado em seus cérebros.

Os pesquisadores pretendem aprender como essa tecnologia funciona para então transferi-la para robôs e veículos, ajudando a diminuir os acidentes de trânsito.

Cientistas da Universidade Lincoln e da Universidade de Newcastle desenvolveram um sistema computadorizado que permite a navegação autônoma de robôs baseados no sistema visual dos gafanhotos. Essa pesquisa pode proporcionar o desenvolvimento de avançados sistemas de detecção de colisão, tecnologia de vigilância e muito mais.

Estes insetos possuem um sistema bastante desenvolvido de processamento de informações através de sinais elétricos e químicos, dando a eles um sistema de alerta extremamente rápido e preciso para impedir colisões. Segundo os cientistas, esse poderoso sistema de processamento de dados biológico pode — pelo menos em teoria — ser recriado em robôs.

Recriando um sistema biológico em computadores

O estudo iniciado pelo Professor Shigang Yue, da Universidade de Lincoln, e pela Dra. Claire Rind, do Instituto de Neurociência da Universidade de Newcastle, começou com a compreensão da anatomia, das respostas e do funcionamento dos circuitos presentes no cérebro dos gafanhotos. Esse mecanismo encontrado no cérebro dos insetos permite que eles detectem objetos próximos e os evitem em voos ou no chão.

Com esses dados em mãos, a equipe desenvolveu um motor visualmente controlado composto por dois detectores de movimento e um motor gerador de comandos simples. Cada detector processa as imagens de forma independente e, depois, os dados relevantes são convertidos em comandos motores; tudo isso com muita rapidez.

Segundo o Professor Yue, a equipe foi inspirada pelo modo como o sistema visual dos gafanhotos funciona quando interage com o mundo externo; os pesquisadores viram que isso tem potencial para simular complexos sistemas em software e hardware para diversas aplicações diferentes.

Para complementar a pesquisa, o grupo desenvolveu um sensor completo com as mesmas propriedades daquele possuído pelos insetos, o Lobula Giant Movement Detector. Esse sistema foi instalado em robôs para que ele pudesse explorar caminhos e interagir com objetos, efetivamente utilizando apenas comandos visuais.

O papel fundamental da visão

A visão tem um papel fundamental na interação da maioria das espécies de seres vivos, e mesmo criaturas muito mais simples possuem incríveis capacidades de processamento visual. Um exemplo disso são os insetos que respondem às investidas de predadores com incrível rapidez.

Essa pesquisa demonstra que modelar sistemas visuais e neurais pode promover novas soluções para a visão computacional em ambientes dinâmicos. Por exemplo: isso pode permitir que veículos “entendam” o que acontece na estrada ao seu redor antes de tomar as devidas precauções para evitar os acidentes.

De acordo com a Dra. Claire Rind, “desenvolver programas robóticos de redes neurais com base no cérebro dos gafanhotos nos permitiu criar um programa que permite a um robô móvel detectar objetos que se aproximam e evitá-los. Não é a abordagem convencional, uma vez que evita o uso de radares ou detectores de infravermelho que exigem muito poder de processamento.”

“Levando adiante este trabalho, nós queremos aplicá-lo aos sistemas de prevenção de colisões de veículos, que é um grande desafio para a indústria automotiva. Enquanto algumas características anticolisão são opcionais de luxo em poucos veículos, seu desempenho nem sempre é tão bom quando poderia ser, e mesmo assim eles têm um custo elevado”.

“Esta pesquisa nos oferece importantes ideias sobre como podemos desenvolver um sistema para o carro que pode melhorar o desempenho de um nível, de forma que se poderia facilmente remover o elemento ‘erro humano’ (dos acidentes automotivos)”.

Sistemas anticolisão eficientes: o fim dos acidentes de trânsito?

Os acidentes de trânsito estão entre as maiores causas de mortes entre os jovens, e o fator principal ainda é o erro humano. Uma das maneiras de eliminar esse problema é introduzindo sistemas anticolisão nos veículos.

Essas ferramentas funcionam de muitas formas diferentes: os modelos mais tradicionais contam com sensores de proximidade e radares que mapeiam a estrada e enviam sinais para o computador central do carro.

Sistemas mais avançados preveem veículos e estradas inteligentes conectados em rede. Em teoria, todos os automóveis saberiam exatamente a localização uns dos outros, sendo possível evitar as colisões uma vez que a rota seria calculada automaticamente com muita precisão. Esse talvez seja um dos recursos mais difíceis de se implementar, já que seria necessário desenvolver todo um ecossistema inteligente interligado.

Essa nova tecnologia desenvolvida com base nos gafanhotos não calcula a trajetória com antecedência, mas prepara o veículo para executar manobras evasivas com perfeição e com um tempo de resposta mais rápido.

Gafanhotos: inspiração para pesquisa e desenvolvimento

Essa não é a primeira vez que os gafanhotos são utilizados como base para estudos. Há algum tempo, pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, junto com um time de pesquisadores de voos animais do departamento de zoologia da Universidade de Oxford, utilizaram câmeras digitais de alta velocidade para capturar o voo de gafanhotos em tempo real em um túnel de vento.

Dessa forma, eles puderam captar o modo como as asas desses insetos se comportam durante os voos. Baseando-se nessas informações, eles foram capazes de criar modelos de computador que podem recriar o fluxo de ar e impulso gerados pelo complexo movimento de bater asas das criaturas.

Os gafanhotos são algumas das criaturas com o voo mais perfeito da natureza, e entender como esses insetos se movimentam é extremamente importante para a criação e o desenvolvimento de robôs miniaturizados que podem ser utilizados em missões de salvamento, militares e inspeção de locais perigosos. Afinal de contas, os milhões de anos de evolução dessas criaturas não podem ser desperdiçados.

Fonte: Tecmundo