sexta-feira, 19 de outubro de 2012

-COMISSÃO APROVA OBRIGATORIEDADE DE SINALIZAÇÃO EDUCATIVA EM RODOVIAS.


A Comissão de Viação e Transportes  aprovou o Projeto de Lei 3415/08, do deputado Renato Molling (PP-RS), que obriga os órgãos responsáveis a colocar placas educativas com mensagens sobre os riscos da transgressão às regras de trânsito ao longo das rodovias.
O relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), retirou da proposta a determinação de que as placas sejam afixadas a cada dez quilômetros. Na opinião de Leal, “especificações técnicas dessa natureza devem ser matéria do engenheiro rodoviário, não do legislador”.
Hugo Leal lembra que no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já consta a colocação desse tipo de sinalização nas rodovias, mas a lei diz apenas que a providência será tomada “sempre que necessário”. Em sua opinião, o principal mérito do projeto é justamente tornar a medida obrigatória.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
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FONTE: Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

-EDUCAR E PUNIR É A ESTRATÉGIA ESPANHOLA PARA REDUZIR MORTES.

   
Madri – Na Espanha acidentes de trânsito saem no jornal ainda que não morra ninguém. Em junho deste ano, por exemplo, o diário El País noticiou com destaque que em uma única semana ocorreram três atropelamentos com feridos em Madri, uma cidade de 3 milhões de habitantes.

São informações que surpreendem leitores latino-americanos, para quem choques sem gravidade em avenidas e estradas representam um assunto corriqueiro. “No meu país” – comentam de maneira geral os imigrantes ou turistas – “os acidentes aparecem no noticiário ou porque matam muita gente, ou porque tem famoso envolvido. Atropelamentos acontecem a cada minuto…”.

Os números falam por si: em 2010, 40.610 brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito. Durante o mesmo período o tráfego espanhol produziu 1.729 vítimas fatais. E na Argentina, cuja população é um pouco menor que a do país da Península Ibérica, foram 7.659 habitantes mortos por choques de automóveis.

“Todo o nosso trabalho está orientado para diminuir o número de acidentes e de vítimas. Há alguns anos éramos um dos lanternas entre os europeus. Atualmente somos um dos oito países que mais reduziram as estatísticas e estamos na liderança”, orgulha-se a porta-voz da Direção Geral de Trânsito (DGT) da Espanha, Nuria de Andrés.

Foi depois da consolidação da União Europeia como um território comum, cujas políticas de todos os países devem convergir para as normais gerais, que a Espanha começou a perceber as melhoras na segurança viária.

As medidas adotadas reduziram os índices de mortes no trânsito de 128 casos por milhão de habitantes em 2003, para 59 em 2009 – dados que estão inclusive abaixo da média europeia, que é de 69 mortos por milhão de habitante.

Mas embora tenha havido uma redução significativa de vítimas fatais nos últimos anos (os dados dão conta de “10 mil vidas poupadas” no período de 2003 a 2010), o trânsito é ainda a sexta causa de morte na Espanha. Por isso a perspectiva é atingir a audaciosa meta de 37 mortos por milhão de habitantes – quase a metade do que há hoje – antes de 2020.

Parece que eles estão no caminho. “Conseguimos esses índices graças a uma mudança de comportamento dos condutores, que passaram a entender que ter a habilitação não é simplesmente uma questão burocrática. Essa permissão para dirigir tem que ser ganha a cada dia”, prossegue Nuria.

Com 12 pontos o motorista experiente perde a carteira
Há seis anos o país ibérico adotou o sistema de pontuação na carteira de motorista: aqueles que tinham mais de três anos de habilitação ganharam 12 pontos, enquanto que os motoristas mais novatos receberam oito. As infrações significam descontos desse total e quando chega ao zero, o cidadão perde o direito de dirigir.

Desde então, 142 mil pessoas tiveram que entregar suas habilitações ao órgão de controle do governo e passar por cursos de reciclagem para poder voltar a dirigir – depois de aprovado em todos os exames.

Uma dessas pessoas foi a jornalista Patrícia Ortega Dolz, que relatou sua experiência no jornal El País, no qual trabalha. “Aquela vez foram quatro pontos e uma multa de 60 euros por não parar durante três segundos ao ver o sinal de ‘Pare’. Os pontos definitivos. Somados aos seis que perdi antes por não respeitar o sinalizador e diminuir a velocidade a 20 km/h em uma avenida e aos dois que perdi meses antes por andar a 133 km/h em uma estrada na qual o limite era 100. Se esgotou o crédito”, escreveu.

Para fazer valer a lei, a fiscalização foi reforçada com a contratação de 1.500 novos agentes de trânsito e a compra e instalação de radares em todo o país. “A reforma do código penal, que transformou as infrações – antes sanções administrativas – em delito sujeito a pena também ajudou muito”, revela a porta-voz da DGT.

Campanhas de conscientização chegam às escolas
Além de punir, o governo espanhol fornece muita informação ao motorista. Só no primeiro semestre de 2012, foram oito campanhas de conscientização veiculadas na televisão. Distrações ao volante, consumo de álcool e drogas, e as mais novas normas de trânsito são alguns dos temas.

O DGT também já iniciou a expansão dos cursos de formação, tirando-os do âmbito das auto-escolas e trasladando a colégios tradicionais, onde os crianças recebem as primeiras lições de bom comportamento no trânsito. E a intenção é instituir módulos nos currículos das universidades “de maneira que a educação viária esteja presente nos distintos setores da sociedade”, explica o Plano Estratégico de Segurança Viária 2011-2020.

Funciona, garante a porta-voz da DGT, Nuria de Andres. Tanto que os índices de jovens envolvidos em acidentes de trânsito tem caído a cada ano. “Antigamente, o número de mortes era maior entre as faixas etárias mais baixas, mas essa tendência está mudando. Os jovens são mais sensíveis a campanhas de conscientização”, comemora ela, que sublinha, entretanto que entre os 35 e os 54 anos se encontram as pessoas mais resistente a mudanças.

“Primeiro se explica as regras de trânsito e uma vez feito isso, é preciso controlar. Então a estratégia de educação para a cidadania é sempre acompanhada da possibilidade de multa. É preciso cumprir com o que está determinado”, conclui.

FONTE: Correio do Brasil

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

COMISSÃO DE TRANSPORTES APROVA CRIAÇÃO DE CONSELHO MUNICIPAL DE TRÂNSITO.


A Comissão de Viação e Transportes  aprovou, na quarta-feira (08), o Projeto de Lei 6072/09, do deputado Márcio Marinho (PR-BA), que obriga os municípios a criarem conselho comunitário de trânsito. Pelo texto, a participação no órgão deverá ser voluntária e não remunerada.
Para o relator, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), essa característica é importante porque desta forma a proposta não cria despesas para a administração municipal. A proposta modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
Legitimidade
Ainda conforme o projeto, o conselho deve ser composto por representantes de outros órgãos e instituições públicas, representantes de associações civis dedicadas à melhoria do trânsito, pessoas físicas com notório saber em matéria de trânsito, e representantes de associações de moradores e de sindicatos.
Na opinião de Leal, a participação popular na definição de políticas e de estratégias de trânsito local dará maior legitimidade ao sistema. “A sociedade tenderá a demonstrar maior respeito pelas normas e pelas ações levadas a cabo pelas autoridades de trânsito”, sustenta.
Tarefas
Entre as atribuições mínimas do conselho constam:
- defender direitos e cobrar o cumprimento de deveres relacionados ao trânsito;
- colaborar, opinar e solicitar esclarecimentos em matéria que diga respeito ao trânsito;
- realizar seminários, palestras e pesquisas de opinião que contribuam para a resolução de problemas relacionados ao trânsito;
- promover campanhas de educação de trânsito; e
- colaborar com a criação e a manutenção de cursos profissionalizantes, ligados ao trânsito.
Tramitação
O projeto segue para análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FONTE: Trânsito Manaus

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

-CRIANÇAS SÃO ESTIMULADAS A CONSCIENTIZAR ADULTOS NO TRÂNSITO.



A iniciativa vai ao encontro da meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2020
A Paradinha, campanha lançada pelo Ministério das Cidades, tem as crianças como protagonistas: elas é que vão conscientizar os pais e adultos a cumprir as leis do trânsito, para reduzir o número de mortes de crianças em acidentes viários. As principais preocupações são com aqueles que consomem bebida alcoólica e pegam o carro, usam o celular enquanto dirigem e andam em alta velocidade.

A iniciativa vai ao encontro da meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2020. Segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), quase 2 mil crianças morrem por ano em acidentes de trânsito no Brasil.
“Quando o pai for beber, é preciso que a criança diga: 'Parou!' Quando for falar ao celular: 'Parou!' Quando for correr: 'Parou!'”, disse o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, ao lançar a campanha. Um pai que leva uma criança no carro não é responsável apenas pela própria vida, mas também pela vida dela, destacou Ribeiro."Se ela chamar a atenção dele, ele vai se sensibilizar para as leis”, acredita o ministro.
A campanha, que faz parte do Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, abordará também a dor dos pais que perderam filhos em acidentes automobilísticos.
O piloto de kart Pedro Cardoso, de 13 anos, conhece a diferença entre seu hobby de corrida e a direção na cidade. “Nas ruas, é preciso seguir as leis urbanas: não falar ao celular, não tirar os olhos da pista e dirigir com as mãos no volante.”
Valdeno Brito, campeão de Stock Car, elogiou a campanha e ressaltou a diferença entre uma corrida de Fórmula 1 e a direção no trânsito. “Se a pessoa quer correr, ela pode fazer um esporte. Andar acima dos limites de velocidade na cidade pode causar um acidente grave.”
As crianças que assistiram ao lançamento da Paradinha também conheciam bem as regras básicas do trânsito. Karen, de 7 anos, disse que atravessa a rua sempre na faixa de pedestre. “Tem que dar sinal quando os carros estão passando ou então esperar”, explicou.
Lucas, de 8 anos, concordou com Karen sobre o uso da faixa, mas alertou que é preciso ter cuidado porque alguns adultos cometem abusos: “Uma mulher quase atropelou a gente”.
O ministro Aguinaldo Ribeiro pediu que as crianças deem um basta para aos adultos irresponsáveis e elas concordaram prontamente.
Dois filmes serão veiculados nacionalmente como parte da campanha, que inclui ainda a distribuição de peças de apoio em diferentes formatos e meios.

Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

-CIDADE CHINESA SUSPENDE TARIFAS DE ÔNIBUS PARA REDUZIR TRÂNSITO.

A cidade de Chengdu, capital da Província de Sichuan, sudoeste da China, lançou nesta quarta-feira (10) uma campanha com passagens gratuitas e desconto no preço da passagem de metrô da cidade, com o objetivo de encorajar as pessoas a escolher transporte público em vez de carros privados.

Um porta-voz da companhia de transporte municipal público de Chengdu disse que a política de passagem de ônibus gratuita permanecerá em vigor até 30 de junho do próximo ano. Na quarta-feira, 33 linhas de ônibus se tornaram gratuitas, e o número aumentará para 44 até o final do mês.

A mega cidade introduziu na segunda-feira o rodízio de veículos, um sistema adotado também em Pequim e algumas outras cidades chinesas para reduzir os congestionamentos. Porém, a restrição sobre os veículos e a política de suspensão da cobrança de taxas de ônibus troxeram novos problemas esta manhã, gerando grandes multidões nas estações de ônibus e metrô.

Muitos usuários da Sina Weibo, popular serviço de microblog do país, reclamaram que não conseguiram pegar um ônibus de manhã. "Hoje fiquei perdido no caótico sistema de transporte público de Chengu", disse o internauta "Hejin vagalume".

O porta-voz da companhia de transporte público disse que a companhia continuará melhorando os seus serviços através do aumento do número de veículos e de mais linhas de ônibus, além de outras medidas, para atender à crescente demanda por transporte público.

A despeito das reclamações, os internautas de outras cidades chinesas como Nanquim, Ningbo e Shenzhen, pediram que outras cidades introduzam esse tipo de incentivo. Assim como outras cidades grandes chinesas, Chengdu enfrenta problemas sérios de engarrafamentos, especialmente durante os horários de maior movimento nos dias de semana, com motoristas reclamando que os carros só conseguem se mover lentamente durante os horários de pico no centro da cidade.

Fonte: Rádio Internacional da China

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

-SAIBA QUAIS CARROS TÊM OS SEGUROS MAIS CAROS E POR QUÊ.

São Paulo – A formação do preço de um seguro de carro leva em conta uma série de dados, de características do motorista e do local onde ele mora a características e índices de sinistralidade do modelo do carro em si. Estas últimas informações são as que mais pesam no preço do seguro e levam a algumas aparentes distorções, como o fato de o seguro de um novo Ka 1.0 custar quase 5% do valor do carro, enquanto o do estreante Hyundai HB20 custa só 3% do valor do carro, mesmo o modelo coreano custando quase o dobro que o da Ford.

O valor do prêmio pago a seguradora é definido com base em uma série de informações, como sexo e idade do motorista, que pode ou não ser casado e ter filhos que recém-tiraram carteira. Além dessas características pessoais, o local onde a pessoa mora, quanto ela costuma rodar e onde estaciona o carro também influenciam no índice de roubos e de acidentes, o que é levado em conta no preço do seguro.

Mas para um mesmo perfil de motorista, carros de modelos diferentes podem ter grandes diferenças no preço do seguro, principalmente quando esse valor é comparado ao preço do carro. De acordo com o corretor Clyver Bincelli, da corretora Bincelli Seguros, um preço razoável de seguro fica entre 3% e 4% do valor do carro, enquanto um seguro que custe 10% do valor de um carro pode ser considerado “caríssimo”.

Ele esclarece que altos índices de roubos e acidentes pesam negativamente no preço do seguro, o que explica por que carros populares muito vendidos são penalizados. Esses veículos costumam ser visados por ladrões, uma vez que suas peças são muito procuradas em desmanches. Além disso, muitas vezes não vêm com equipamentos de segurança, que ajudam o veículo a manter a estabilidade, prevenindo acidentes.

Carros menos roubados e com menor índice de acidente, consequentemente, tenderão a ter seguros mais baratos. Mas não são apenas as estatísticas que influenciam. Clyver explica que, a partir deste ano, as seguradoras passaram a analisar uma espécie de “cadastro positivo”. Trata-se de pesquisar em outras seguradoras o histórico do segurado – o que pode favorecê-lo ou prejudicá-lo – e de analisar as características intrínsecas de cada marca e modelo, independentemente das estatísticas.

Assim, modelos com alto índice de reparabilidade, bons resultados em “crash tests” e aqueles dotados de equipamentos de segurança, como freios ABS e controle de estabilidade, costumam ter um alívio no preço do seguro, pois se tornam mais baratos na hora de um conserto. Entre os carros mais caros, aqueles com peças facilmente encontradas no Brasil se saem bem, enquanto os importados com peças caras que demoram a chegar são penalizados.

Esse tipo de informação é o que possibilita, por exemplo, a formação de preços dos lançamentos. Os modelos completamente novos costumam ter seguros mais baratos pela ausência de estatísticas, mas se pertencerem a uma marca cujas peças são caras, o preço ficará prejudicado. Se as peças forem baratas e acessíveis, por sua vez, a tendência é o seguro não pesar no bolso.

Veja os preços dos seguros de diversos modelos de carro zero quilômetro para um mesmo perfil de motorista no site da Exame.

FONTE: Exame

terça-feira, 9 de outubro de 2012

-MENOS DA METADE CHEGA A FINALIZAR O PROCESSO DA CNH POPULAR.


Segundo Detran, muitos candidatos sabem ler e escrever, mas não compreendem o que estão lendo
Mais seis bairros de Fortaleza que estão cadastrados no programa Carteira de Motorista Popular para motocicletas terão seleção de hoje até o dia 5 de outubro na Unidade Móvel do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Porém, de acordo com o órgão, de um universo de 400 mil cadastrados desde 2009, em menos da metade dos casos todo o processo é validado.

O Detran tem observado que muitos candidatos sabem ler e escrever, mas não compreendem o que estão lendo, e isso condiciona boa parte das eliminações. Além desse analfabetismo funcional, outro problema se dá no pré-cadastro: só deveria inscrever-se quem atende os requisitos mínimos, como leitura.

A partir de hoje, moradores da Parangaba, Montese, Itaperi, Vila Peri, Serrinha e Demócrito Rocha serão atendidos pelo programa ao lado do Ginásio Poliesportivo da Parangaba.

Para participar, é necessário já ter feito inscrição no site do Detran (http://www.portal.detran.ce.gov.br). Nessa seleção, todos os documentos exigidos devem ser apresentados.

Original e cópia do CPF, Carteira de Identidade e o comprovante de que está em um dos requisitos: estar matriculado em escola pública (ensino fundamental, médio ou profissionalizante), ser beneficiário do Bolsa Família, ser egresso do sistema penitenciário ou ser portador de necessidade especial.

Processo
O programa permite a aquisição da carteira sem nenhum custo durante todo o processo: matrícula no Centro de Formação de Condutores (autoescola), as aulas teóricas, exame teórico e aulas e exames práticos. De 2009 para cá, cerca de 50 mil pessoas em todo o Ceará já receberam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Popular. A maior parte está no Interior.

Em Fortaleza, três mil pessoas foram selecionadas neste ano e, portanto, estão aptas a possuir a CNH popular. A seleção na Capital é realizada a cada dois anos.

De acordo com o Detran, isso acontece porque existe baixa procura para obtenção da habilitação para moto. A Unidade Móvel do Detran atenderá das 8h às 20 horas até sexta-feira.

Uma das dúvidas que chegam ao Detran é como o beneficiário do Bolsa Família, sem ser titular no cartão-benefício, pode ter o direito de participar. Basta que o beneficiado solicite na prefeitura ou no Centro de Referência da Assistência Social da sua cidade o Número de Identificação Social (NIS), uma vez que cada membro da família tem um número próprio. Portadores de necessidades especiais devem apresentar o número na Classificação Internacional de Doenças.

Prazo
A lei que criou o programa da Carteira Popular dá o prazo de um ano para que o candidato selecionado conclua todo o processo. O primeiro ´reteste´ é gratuito. O segundo exige uma quantia de R$ 25,00.

Ainda há casos em que o beneficiado demora a fazer todos as etapas do processo. Solicitar o exame prático para o último mês do prazo pode incorrer na perda do direito, no caso de eventuais adiamentos de datas ou mesmo na reprovação na primeira vez, por exemplo.

FONTE: Diário do Nordeste

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

-MULHERES SÃO AS QUE MAIS SOFREM COM MEDO DE DIRIGIR.

Lidar com o trânsito diariamente, apesar de parecer uma atividade simples, é motivo de pânico para muitos motoristas. Cerca de 80% das pessoas que têm medo de dirigir são mulheres com idade entre 30 e 45 anos, é o que revela a psicóloga e autora do livro “Vença o medo de dirigir“, Neuza Corassa.

Durante 10 anos, ela realizou um estudo sobre o comportamento humano no trânsito e a partir daí, a psicóloga pode perceber que pessoas com esta fobia se sentem intrusas no trânsito, acham que o carro é quem domina, têm medo de rampas, sentem a sensação de que terão pouco espaço para passar ou dificuldades para estacionar.

O maior problema não é a dificuldade em tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo Neuza, “as mulheres sabem tecnicamente dirigir. De cada 10 mulheres, 8 têm CNH e o carro”. O perfil das pessoas que desenvolvem esse medo “são pessoas extremamente inteligentes e que usam muito o pensamento. Para elas é difícil compreender o ato repetitivo do dirigir”.

Outras causas também podem estar relacionadas:

A direção masculina: sabem que a direção da casa, da família, dos negócios sempre esteve nas mãos dos homens.

Modelos: os modelos de pessoas dirigindo, na sua infância, são de figuras masculinas, e na maioria das vezes representa poder, atrelado ao carro.

Presentes: carrinhos x bonecas. Meninos brincam com carrinhos e meninas brincam com bonecas. As brincadeiras infantis reforçam os papéis estereotipados da mulher e do homem na sociedade.

O medo de dirigir não é difícil superar. Entre outras dicas, segundo a psicóloga estão:

Atividade física ou relaxamento muscular por três semanas, para que o corpo fique confortável para movimentar o carro. A ansiedade faz com que a pessoa quase tenha que “carregar” o veículo.

Durante três meses, duas vezes por semana, a pessoas deve passar por um período de aproximação. Grande parte das pessoas vão se aproximar do carro, dirigir em horários de pouco movimento. É importante organizar as saídas e não desmarcar os horários.

O trânsito é um lugar único com uma diversidade imensa de personalidades, características. Por isso, “melhore o volante da sua vida antes de entrar no carro”, completa Neuza.

Instrutora particular desde 2003, Vanda Hartkopf trabalha apenas com pessoas que já possuem CNH, mas têm medo de dirigir. Os motivos, segundo Vanda, são o medo do trânsito e a falta de confiança em si mesmo.

Segundo Vanda, “na autoescola os alunos têm que cumprir horário e prazos, já com a instrução particular, há o trabalho com a disposição do aluno”. Dos alunos que já trabalhou apenas 2% não tiveram êxito durante as aulas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO DE VEÍCULOS ENTRA EM VIGOR EM JANEIRO.

Seis anos depois da criação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a iniciativa deve entrar em funcionamento em janeiro do ano que vem.

Esta é a data prevista pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para que se comece a instalar, em toda a frota rodoviária do país, os dispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos veículos. O objetivo é facilitar o controle e a fiscalização do tráfego no território brasileiro por meio de monitoramento em tempo real. A implantação do sistema deve ser concluída até 30 de junho de 2014.

O desenvolvimento da tecnologia que será usada como base do sistema foi financiado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Cidades e envolve investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões. Segundo o coordenador de Microinformática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Henrique Miguel, o mecanismo funciona a partir de um sistema de radiofrequência, que prevê a emissão de sinais por antenas espalhadas pelas cidades e rodovias.

Estes sinais são captados por um pequeno chip que integra a placa eletrônica a ser instalada no parabrisa dos veículos de passeio e em outros locais específicos, no caso de motocicletas e carretas. “É uma espécie de tag eletrônico, que vai permitir o controle do tráfego em tempo real. Ao ser acionado, ochip enviará dados do veículo às antenas que, por sua vez, enviarão as informações para as centrais de processamento, que verificarão a situação do veículo analisado.

A tecnologia desenvolvida é bastante complexa e representa uma solução segura e barata, que pode ser reproduzida”, disse. Entre as aplicações do sistema, Miguel destaca a possibilidade de localizar um carro furtado e associá-lo ao proprietário, facilitando a recuperação do veículo e evitando a clonagem. Além disso, será possível fiscalizar a velocidade média dos automóveis e a circulação em locais e horários em que ela for proibida.

O Siniav também facilitará o serviço de cruzamento de dados relativos aos veículos e às obrigações do proprietário, como o licenciamento anual e o pagamento de impostos e de multas. Com o projeto, espera-se aumentar a segurança no envio de cargas e diminuir filas em pedágios, com a possibilidade de abertura automática de cancelas por meio da leitura do chip. Henrique Miguel disse que, por se tratar de tecnologia inédita, o Denatran pôde formalizar o registro de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual.

As informações obrigatórias que ficarão armazenadas no dispositivo são: número de série do chip, identificação da placa, categoria e tipo do veículo. De acordo com Henrique Miguel, o serviço prevê a confidencialidade das informações relacionadas ao proprietário e o protocolo de segurança utilizado é confiável, baseado em chaves de proteção “extremamente modernas”.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, ao qual está submetido o Denatran, a instalação das placas eletrônicas caberá aos departamentos estaduais de Trânsito (Detrans). O custo para instalação do tag eletrônico, estimado em R$ 5, ficará a cargo do proprietário do veículo e deverá ser cobrado junto com o licenciamento dos automóveis. A assessoria da pasta informou que ainda estão sendo definidas as sanções que serão aplicadas aos proprietários de veículos flagrados sem o chip após o prazo final de implementação do sistema, o que pode incluir multa e perda de pontos na carteira de habilitação.

O Siniav foi criado pela Resolução nº 212/2006 do Contran para modernizar a tecnologia dos equipamentos e procedimentos empregados na prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. Segundo o Ministério das Cidades, a demora na implementação da iniciativa pode ser explicada pela necessidade de garantir abrangência nacional à ação, além da integração de órgãos públicos, como os Detrans, a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a Receita Federal.

Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DIREITO POUCO CONHECIDO.

O DPVAT garante que qualquer cidadão brasileiro que sofra acidente de trânsito envolvendo veículos automotores — inclusive pedestres — receba indenização por danos pessoais.

Muitos brasileiros não sabem que, caso sofram acidente de trânsito envolvendo veículos automotores, podem receber indenização. Esse direito está previsto na Lei no 6.194/1974, que estabeleceu o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), mais conhecido como Seguro Obrigatório. Ele é pago por todos os proprietários de veículos automotores junto com o licenciamento e garante que pedestres, ciclistas, motoristas e passageiros envolvidos em acidente provocado por carro, caminhão, ônibus, micro-ônibus, motocicleta, trator ou problemas com a carga transportada seja indenizado, independentemente de quem seja o culpado.

O Seguro Obrigatório cobre os acidentes que resultarem em morte e invalidez permanente, e garante o reembolso das despesas médicas e hospitalares. O valor da indenização, em caso de morte, é de R$ 13.500 (pago aos dependentes da vítima) e, em caso de invalidez permanente, pode chegar a R$ 13.500. O valor disponibilizado para despesas médicas é de R$ R$ 2.700.

O processo para solicitar a indenização é simples: o próprio cidadão pode ir a uma seguradora que faz parte da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT com a documentação necessária (consulte os postos de atendimento e os documentos em http://goo.gl/cb2O0). O prazo para fazer o pedido é de três anos a partir da data do acidente, e se a documentação estiver correta, o pagamento é liberado em 30 dias; se não estiver, o prazo é suspenso e reiniciado quando ela for regularizada.

Apesar de ser um seguro obrigatório e pago por todos os motoristas, é pouco divulgado. É importante ressaltar que a indenização do DPVAT é um direito não apenas do proprietário do veículo, mas de todas as vítimas de acidente ocasionado por veículo automotor, seja ele pedestre, ciclista ou passageiro.

FONTE: Corrêa Neto

terça-feira, 2 de outubro de 2012

EXIGÊNCIA PARA RENOVAÇÃO DA CNH AUMENTAM PARA IDOSOS.

   
É comemorado nesta segunda-feira (1º) o Dia Nacional do Idoso. Desde 2006, com a criação do Estatuto do Idoso, a data ficou definida para celebrar a vida das pessoas com mais de 60 anos.

Entretanto, apesar da melhoria da qualidade de vida para os idosos, quando a idade avança, algumas dificuldades também aumentam para estas pessoas em várias atividades, como, por exemplo, dirigir.

A exigência para tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH)  também aumenta. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), cerca de 13 milhões de pessoas com mais de 61 anos são habilitadas no país.

Em Minas Gerais, dos 2,5 milhões de condutores habilitados, mais de dois milhões estão acima de 40 anos.

O aposentado Gabriel Onofre Marques tem 81 anos e acaba de renovar a carteira. Com a experiência de quem dirige quase todos os dias há mais de 60 anos, ele reconhece que o trânsito não é mais o mesmo em São Sebastião do Paraíso (MG). “O trânsito antes era mais tranquilo, hoje está muito tumultuado. Antigamente não existiam tantos carros”, conta.

Tanto que, a pedido da família, ele não dirige em rodovias, apenas dentro da cidade. “Eu rodo pelas principais ruas tranquilamente, sempre de olho na sinalização e no movimento dos carros e pedestres. Apesar de ter algumas limitações, eu me sinto apto para dirigir, tenho confiança e consciência”, acrescenta.

Nas ruas é fácil encontrar idosos ao volante, mas a partir dos 65 anos as regras para renovar a CNH ficam mais severas. Quem explica isso é o gerente de uma auto-escola, Alceu Guimarães. “O período para renovação passa de cinco para três anos, de acordo com a validade do exame médico”, comenta.

Para o médico responsável pelos exames feitos nos motoristas, Rodrigo Cassimiro, a idade pode ser um agravante. “O idoso fica com a visão comprometida, muitas vezes e isso em decorrência da cidade, o que pode afetar o rendimento do condutor”, pontua.

Ainda de acordo com o médico, se o motorista apresentar limitações de saúde, a permissão para dirigir passa a ter regras exclusivas. “O limite pode ser abaixo de três anos para renovação e o idoso pode ter horários específicos para dirigir, somente antes do pôr-do-sol”, explica.

De acordo com as clínicas credenciadas junto ao Detran, a cada cinco candidatos a renovação da CNH, pelo menos um está acima dos 65 anos.

Contudo, para a população, dividir o trânsito com idosos pode ser algo incômodo. O agente de segurança Edson Gaspar comenta a presença de pessoas com mais de 60 anos atrás do volante. “Eu sempre tomo cuidado”, diz.

Já o comerciante Celso Dias não aprova. “Eu não gosto de idosos no trânsito, eles são lerdos, atrapalham, fazem muita confusão”, dispara.

Já o taxista Itamar Bonfim,de 70 anos, contesta as opiniões. “Eu dirijo há 42 anos e nunca me envolvi em acidentes, mas daqui a alguns anos, quando eu achar que não tenho mais condições de dirigir, vou parar e começar a pescar”, frisa.


FONTE: G1



Sgt Hélio, 25 anos de levantamento em local de acidentes.
 Mas as estatisticas comprovão que são so jovens que se envolvem mais com acidentes no trânsito.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PARA SER CONDUTOR PRECISA SABER LER?

O Art. 140 do Código de Trânsito Brasileiro preceitua que para conduzir veículo automotor e elétrico, além de ser apurado através de exames, deve o condutor preencher três requisitos. Ser penalmente imputável (ter condições físicas e psicológicas de responder penalmente pelos seus atos); saber ler e escrever; possuir RG ou equivalente.

Muito bem. Alguma coisa no que tange a leitura, na prática, precisa ser feito com urgência. A cada dia que passa aumenta o número de analfabetos no trânsito. Jovens, que estudam nos melhores colégios, tiram 10 na Prova de Legislação. Quando entram no trânsito, tiram zero.

A palavra PARE passa a ser AVANÇA. A PROIBIDO estacionar, buzinar, virar à esquerda etc., leem: PERMITIDO. A de regulamentação: 60km/h (velocidade máxima) é lido como 80, 100. Numa espécie de daltonismo, a cores vermelha e amarela viram uma só: verde. A sinalização está sob suas barbas e sua visão enturva. E quantos, por causa disso, já sobraram na curva? Quando não, perderam, bestamente, dinheiro, ceifaram a sua e a vida de muitos. E assim cada dia que passa, por medo, negligência, imperícia ou imprudência, vai grassando o analfabetismo no trânsito. Como filósofo, habituado a buscar as últimas causas, fico a questionar: o que faz com o que o ser humano queira tanto mal a si mesmo. Até os animais irracionais – se pudessem manifestar sua vontade – rejeitariam o mal para si mesmos. É inerente à própria natureza.

Por que o homem nega a sua natureza? A resposta está dentro dele mesmo. Só precisa de uma ajuda externa: a educação. No dia em que nas escolas for ensinado a PENSAR desde o infantil (o maternal), cada um vai descobrir que não precisará mais de ninguém para dizer o que ele tem que fazer. Será autónomo. Um sonho que remonta a Sócrates (469 a.C.), quando criou a “maiêutica” (método baseado na ideia de que o conhecimento é latente na mente de todo ser humano, podendo ser encontrado pelas respostas a perguntas propostas de forma perspicaz. Isso é ensinar a pensar.

Conclusão: enquanto não houver educação para o trânsito da pré-escola à universidade, continuará desaparecendo do chão brasileiro em média 40 mil pessoas anualmente, causados pelo analfabetismo no trânsito.

* Gerardo Carvalho (Pardal).