segunda-feira, 13 de junho de 2011

CARRO QUE GASTA E POLUI MENOS TERÁ IPI REDUZIDO.

O governo quer acabar com o automóvel “gastão” e vai reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos menos poluentes. Ao contrário dos incentivos dados às montadoras durante a crise financeira internacional, a nova política será permanente. Em contrapartida, as empresas terão de investir em tecnologia para desenvolver motores mais eficientes e que emitam uma menor quantidade de gases nocivos ao meio ambiente, como o CO2. A nova política deve fazer com que a demanda por etanol e gasolina seja menor.
Além de buscar a redução do uso de combustíveis, o governo elabora uma série de medidas para evitar oscilações drásticas dos preços do etanol. Essa volatilidade é consequência dos períodos de safra e entressafra da cana-de-açúcar. Quando os canaviais estão produtivos, o preço do produto cai nas bombas e, no intervalo entre o fim da produção e início de nova plantação, dispara.
A discussão passa por três eixos: emissão/eficiência, tecnologia e competitividade. A necessidade de redução de poluentes é consenso, mas para técnicos do Ministério da Agricultura, essa mudança tem de vir com maior eficiência dos motores a combustão. Para o governo, o carro brasileiro é “gastão” e a indústria tem condições de reduzir o consumo energético.
A dificuldade em aperfeiçoar os veículos estaria na pressão das montadoras, grandes empregadoras e pagadoras de impostos. O governo considera como ideal o modelo europeu, no qual carros com motores mais potentes são menos poluentes que no Brasil.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CRESCE O NÚMERO DE INDENIZAÇÃO POR ACIDENTES DE TRÂNSITO.

A Seguradora Líder Dpvat divulgou ontem dados sobre indenizações pagas e perfil das vítimas de acidente de trânsito. Segundo os dados, de janeiro a março deste ano, foram pagas 76.515 indenizações a vítimas de acidentes de trânsito em todo o Brasil.
Desse total, foram pagas 13.680 indenizações por morte, 47.533 indenizações por invalidez permanente e 15.302 reembolsos de despesas médico-hospitalares. Somente em Minas Gerais 1.505 famílias de pessoas que morreram em acidentes foram indenizadas neste primeiro trimestre. Já a quantidade de indenizações por invalidez pagas no ano passado aumentou 23,5% em relação a 2009.
 Segundo a assessoria de imprensa da Seguradora, o estudo só separa os dados por Estados, por isso não tem disponibilizadas informações sobre o município.
Fazendo um comparativo, em 2010 foram pagas 10.203 indenizações por invalidez para as vítimas de acidentes registradas em Minas Gerais, contra 8.236 em 2009. No país, o número de indenizações aumentou 11,2%, passando de 118.021, em 2009, para 131.248 no ano passado. Entre as pessoas com mais de 61 anos, houve um aumento de 33,6% na quantidade de pedestres atingidos por motos, automóveis, ônibus e caminhões. No primeiro semestre, morreram 266 idosos, conforme o balanço. Entre as pessoas de 41 a 60 anos, ocorreu um aumento de 7,15% nas mortes por atropelamento.
Ainda de acordo com o relatório, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino (76%) na faixa etária entre 15 e 34 anos (43%). Dos acidentes com motocicletas, os motoristas de 15 a 24 anos, foram a maioria de vítimas fatais. Os períodos do dia em que mais ocorreram acidentes foram o da manhã e ao anoitecer. As principais vítimas fatais foram pedestres de idade acima de 45 anos. A Região Sudeste registrou maior quantidade de indenizações por morte no país: 38%. O Estado de São Paulo teve maior incidência (19%), seguido por Minas Gerais (11%), Rio de Janeiro (6%) e Espírito Santo (2%). Vale destacar que não é preciso contratar advogado para receber a indenização garantida pelo Dpvat. Há casos de pessoas que recebem menos do previsto por causa de comissões pagas a terceiros.
Fonte: Jornal de Uberaba

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CONTRAN PROÍBE USO DE FAROL DE XÊNON.


A instalação de faróis de xênon –gás xenônio– em veículos foi proibida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em todo o país. A resolução 384 foi publicada na terça-feira (7) no “Diário Oficial da União”.
Segundo o Contran, a proibição das potentes lâmpadas de xênon –iluminam até três vezes mais que faróis normais– foi implantada por um quesito de segurança: a luz forte pode ofuscar a visão dos motoristas e causar acidentes.
A resolução permite a substituição dos faróis de xênon em veículos que possuem os modelos em seus projetos originais. Os carros novos fabricados antes da norma também estão liberados.
O dispositivo chegou a ser proibido pelo Contran em 2009, mas foi liberado após regulamentação que estabelece limites de intensidade de luz.
Os kits de farol de xênon podem custar até R$ 2.000, dependendo do grau de iluminação. O dispositivo virou moda entre os amantes de carros tunados pelo aspecto estético. A instalação irregular do modelo resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
ACESSÓRIOS
De acordo com o Contran, a colocação de adesivos, pinturas, películas ou qualquer outro material nos dispositivos de iluminação de veículos –conhecidas como máscaras– também foi proibida na terça.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

BICICLETA MOVIDA A ÁGUA.

Há um mês circula pelas ruas de Curitiba uma bicicleta com motor movido a água. O modelo, em teste, seria o único do Brasil. O estudante Giovani Gaspar Vieira, 28 anos, idealizador do projeto, conta ter visto um semelhante apenas no Japão. Existem vários modelos de bicicletas elétricas no mercado e alguns até usam hidrogênio, mas todos têm uma bateria para armazenar a energia elétrica. O desejo de Giovani é ver os projetos para o transporte alternativo de Curitiba para a Copa do Mundo de 2014 contemplarem o uso da bicicleta ecológica.
No quadro da bicicleta fica armazenado um pequeno cilindro com hidrogênio. Na parte traseira há uma célula combustível que utiliza o gás para fazer uma reação com o oxigênio do ar, obtendo como resultado a geração de energia elétrica. O resíduo é apenas vapor de água. O motor é acionado somente quando o ciclista tem dificuldade de vencer obstáculos, como subidas, tão comuns em Curitiba. No restante do percurso, apenas os pedais são suficientes para mover a bicicleta.
A velocidade máxima é de 80 quilômetros por hora, mas seu inventor limitou-a a 35 km/h. Embora tenha acelerador, o motor só funciona quando o condutor está pedalando. O investimento no protótipo foi de R$ 8 mil, mas a fabricação em larga escala permitiria que o modelo fosse vendido por menos de R$ 3 mil. Estudante do mestrado em engenharia mecânica com ênfase em manufatura, Giovani busca parcerias ou investidores para viabilizar comercialmente seu projeto.
Reabastecimento
O principal desafio para os idealizadores de modelos alternativos de transporte é oferecer aos usuários uma rede logística que permita reabastecer os veículos.
Por isso, Giovani imaginou postos de recarga distribuídos pelos vários pontos turísticos e nas proximidades de terminais de transporte coletivo. Com a captação de água da chuva e o uso de placas de energia solar, as células para a conversão de hidrogênio seriam acionadas. Assim, não haveria qualquer custo para o usuário nem a necessidade de usar algum tipo de energia fóssil ou elétrica.
A paixão de Giovani pelas bicicletas é movida por muita ambição. Ele, que se apresenta como o presidente para o Brasil da Neshy – empresa da qual é o único integrante – esteve em diversos países pesquisando modelos de bicicleta sustentáveis: em feiras no Japão e na Alemanha, encontrou alguns protótipos e, da Itália, trouxe o exemplar que passou pela adaptação. Em visita à Holanda, que incentiva o uso de bicicletas por meio de políticas públicas, veio a inspiração para o modelo de posto de recarga, que serve de estrutura para o sistema de locação de bicicletas.